São Paulo vai pra cima pela vaga

Mesmo com vantagem de poder empatar, time será ousado esta noite no Rio, para não dar a menor chance ao Flu

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2008 | 00h00

Satisfeito com a vitória por 1 a 0 na partida de ida contra o Fluminense, o São Paulo tenta hoje, no Maracanã, às 21h50, garantir a participação em sua 9ª semifinal de Taça Libertadores. Um empate ou uma vitória simples resolve a situação, mas a idéia de administrar o resultado é prontamente rechaçada. O time de Muricy Ramalho, garante, vai para cima dos cariocas. Não quer correr riscos. Acesse e acompanhe onlineNo Morumbi, é praticamente proibido lembrar que, há um ano, o São Paulo passava por situação semelhante, embora ainda fossem as oitavas-de-final: havia vencido um rival caseiro - na ocasião, o Grêmio -, jogando em casa e pelo mesmo placar (1 a 0). A vantagem foi levada ao Olímpico, mas a derrota por 2 a 0 eliminou o time paulista."Naquela época, a situação era um pouco diferente", diz o zagueiro Alex Silva. "Estávamos voando (o São Paulo havia encerrado, pouco tempo antes, seqüência de seis meses sem derrotas) e talvez estivéssemos mais confiantes. Tanto que acabamos surpreendidos." Para Alex, muda hoje o fato de que o São Paulo ainda tem o que provar. "Tanto que fizemos nossa melhor partida do ano só na semana passada. Estamos mais conscientes das nossas falhas."Muricy Ramalho ignora o retrospecto e fica irritado quando a eliminação de 2007 é recordada. "Essa história de ficar lembrando o passado não tem nada a ver. O que passou, passou. E não se pode ficar com essa de que se aprende com a derrota. Senão acaba se acostumando."Logo após a partida da última semana, o goleiro Rogério Ceni dizia não esperar muitas mudanças no Fluminense. "Eles devem vir com dois meias e dois atacantes: Thiago Neves, Conca, Dodô e Washington". Ou seja, fica claro que o São Paulo espera por um Flu aberto. Muricy, porém, preferiu não divulgar como o São Paulo irá atuar. Admite que verá primeiro a escalação adversária para, então, orientar seus jogadores. "Dos jogadores, não há muita novidade. O que vai mudar é a disposição tática." Isso passa, principalmente, pelo recuo de Zé Luis para a zaga, formando um 3-5-2, ou sua permanência no meio. O técnico tampouco disse quem começa: Hugo ou Jorge Wágner, recuperado de uma torção. Mas é quase certo que Jorge Wagner participe da partida.KAKÁ: VISITA E BOA SORTEEm férias no Brasil, Kaká fez, ontem, rápida visita ao CT da Barra Funda. Promovido ao time profissional do São Paulo em 2001, Kaká foi para o Milan dois anos depois. Nunca jogou uma Libertadores, já que o time do Morumbi voltou à competição apenas em 2004.

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