São Paulo vence e chega à liderança

Equipe ainda não dá espetáculo, mas faz 3 a 0 no frágil Nacional e recebe até aplausos da torcida no Morumbi

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2010 | 00h00

O presidente Juvenal Juvêncio saiu do Morumbi ontem ainda com motivos para reclamar. Conforme previsão dos próprios jogadores, o espetáculo pedido pelo dirigente não ocorreu. Mas o público que foi em bom número ao estádio não se arrependeu. O São Paulo jogou pelo menos o suficiente para evitar surpresas e alcançar a liderança do Grupo 2 da Taça Libertadores com vitória por 3 a 0 sobre o fraco Nacional, do Paraguai.

O São Paulo de 2010 caracteriza-se por sempre trazer novidades quando entra em campo. Contra o Nacional, não foi diferente. Ricardo Gomes ontem deixou no banco Cicinho, uma das contratações mais demoradas - e caras, já que o lateral recebe R$ 250 mil mensais - da temporada, para improvisar Jean no lado direito. No meio-campo, nem Jorge Wagner, tampouco Rodrigo Souto. A escolha do treinador recaiu sobre Cléber Santana e Léo Lima, que ganhou vaga depois de duas ótimas apresentações no Campeonato Paulista.

Com quatro volantes de origem, a equipe da casa começou com problemas no setor de armação. Era lenta demais, impacientava a pequena torcida. O alvo principal da indignação das arquibancadas era Richarlyson, que errava muitos passes. Mas o tempo mostraria que Ricardo Gomes estava com razão.

A empolgação dos paraguaios não chegou a durar nem 30 minutos. Aos 29, Hernanes, que até então estava escondido, fez lindo cruzamento e Dagoberto cabeceou sem sair do chão, a bola saiu alta, meio estranha. Encontrou o goleiro Caffa adiantado. Foi gol.

E onde passa um boi...Mesmo sem encantar, demorou só três minutos para marcar mais um. De Léo Lima, a surpresa do treinador. A comemoração teve direito até a beijinho na testa de Washington, que fez a assistência. Carinho só traz mais carinho. Mas nem todo relacionamento vive só de alegria. Tanto que o centroavante reclamou quando o volante não lhe passou duas, três, quatro outras bolas no ataque.

No intervalo, o mandatário tricolor deve ter pensado: "Já dava para ter metido uns quatro gols!" Mas o time, a partir de certo momento, acomodou-se. A liderança estava garantida.

Os momentos de mais emoção foram quando o centroavante Washington, sedento por marcar mais gols e chegar à artilharia isolada da competição - Tejada, do Juan Aurich (Peru) tem seis gols. O máximo que conseguiu foi deixar sua marca aos 9 minutos após boa jogada de Richarlyson. Foi seu único gol na partida (seu quinto na Libertadores), pois logo depois reclamaria de um problema estomacal e seria substituído por Fernandinho.

Comemoração. No final teve hino cantado pela torcida, palmas, gritos de "olé" nas arquibancadas. O time paraguaio é muito fraco. Juvenal saiu do estádio tranquilo. Ainda não deu, porém, para dar gargalhadas após uma partida do São Paulo. Mas o importante, dizem os jogadores, é que, no dia 31, com vitória sobre o Monterrey, o time põe a mão na vaga na segunda fase.

SÃO PAULO 3

NACIONAL 0

TAÇA LIBERTADORES

Gol: Dagoberto aos 29 e Léo Lima aos 32 minutos do primeiro tempo. Washington aos 9 minutos do segundo.

SÃO PAULO (4-4-2): Rogério Ceni; Jean (Cicinho), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Richarlyson (Rodrigo Souto), Cléber Santana, Hernanes e Léo Lima; Dagoberto e Washington (Fernandinho). Técnico: Ricardo Gomes.

NACIONAL (3-6-1): Caffa; Piris, Miers e Herminio Miranda; Rojas (Arturo Aquino), Irala, Cáceres, Riveros, Paniagua e Mazacotte (Víctor Aquino); Beltrán (Bordón). Técnico: Ever Almeida

Juiz: Darío Agustín Ubriaco (URU).

Cartão amarelo: Riveros, Rodrigo Souto. Renda: R$ 907.065,32 (31.411) pagantes). Local: Morumbi.

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