São Paulo vence e cola no Grêmio

Equipe faz 2 a 1 no Botafogo, que tem gol anulado em lance polêmico, e já se iguala ao líder na pontuação

Sílvio Barsetti, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2008 | 00h00

Uma vitória de campeão, com garra, sorte e competência. Assim o São Paulo alcançou o Grêmio, com 59 pontos no Campeonato Brasileiro, ao derrotar o Botafogo por 2 a 1, ontem à noite, no Engenhão. O time de Muricy Ramalho está, porém, no segundo lugar, por ter uma vitória a menos que a equipe gaúcha. Com o resultado, o São Paulo chegou a 13 partidas sem perder, confirmando a arrancada nesta reta final da competição rumo ao hexacampeonato.O São Paulo foi melhor na maior parte do tempo, em que pese a disposição do Botafogo de tentar se manter vivo no Brasileiro a fim de brigar por uma vaga na Libertadores. No primeiro tempo, Rogério Ceni não fez uma defesa sequer. Já seu colega Renan, do Botafogo, teve de interceptar pelo menos quatro chutes a gol. Borges e Dagoberto atuavam bem e contavam com o apoio sempre preciso de Hugo e Hernanes.Com o apoio de uma boa parcela do público, o Tricolor sinalizava desde o início que sua estréia no Engenhão seria emocionante. Hernanes e Hugo estiveram por marcar logo na primeira oportunidade da equipe. Mas o Botafogo levou sorte. Hernanes arriscava finalizações de fora da área, acatando determinação de Muricy, convicto de que assim o São Paulo poderia abrir o placar, uma vez que a forte marcação do Botafogo impedia tabelas próximas da área.Jorge Wagner também tentou de longe e Renan apareceu de novo muito bem, com segurança, para evitar o gol. O Botafogo, desfalcado de Lúcio Flávio e Carlos Alberto, não tinha quem armasse as jogadas de ataque. Dependia do entusiasmo de Diguinho e de uma ou outra investida de Túlio. Mas se havia marcação eficiente do time da casa, o São Paulo não ficava atrás e também não dava espaços para o adversário.O Cruzeiro já despachava o Grêmio no Mineirão e Muricy nem queria ouvir falar sobre o jogo dos outros candidatos ao título. Num lance isolado, Jean fez o primeiro gol do São Paulo. Ele recebeu um presente de Renan, que lhe entregou a bola caprichosamente. O volante agradeceu com um toque sutil por cobertura. Sorte e competência, aliadas de quem quer ser campeão, estavam ali, juntas, para saudar o São Paulo.Enquanto nas cadeiras especiais do Engenhão os pais de Renan choravam inconsoláveis, recolhendo os cartazes de apoio ao filho, Muricy trocou Borges por André Lima. Coincidência ou não, um minuto após a substituição, o Botafogo empatou, com Wellington Paulista, numa falha do zagueiro Miranda.O Botafogo voltou a se empolgar e partiu com tudo em busca da virada. Foi o seu erro. Num rápido contra-ataque, Dagoberto avançou pela direita e deu o passe para Hernanes. O jogador da seleção brasileira deu um corte com estilo e deixou atônitos dois marcadores antes de concluir com força para marcar o gol da vitória.Ainda haveria tempo para um esboço de reação do Botafogo. Lucas Silva completou para o gol, o árbitro correu para o meio-de-campo. Não viu o bandeirinha Renato Vieira assinalando impedimento de Wellington Paulista no lance. Na confusão, o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, chegou à beira do campo para protestar. "É a mão armada, isso é uma vergonha." Não adiantava mais nada. O São Paulo estava com o jogo nas mãos e segue firme em busca do sexto título nacional.

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