São Paulo vive clima de total desolação

Depois de duas derrotas, presidente Juvenal Juvêncio vai ao treino e tem longa conversa com o técnico Baresi

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Os jogadores do São Paulo se acostumaram: Juvenal Juvêncio aparece no Centro de Treinamento quando o time está indo mal ou quando está tudo muito bem. Ontem, o presidente acompanhou o treinamento da equipe. Obviamente, apareceu para cobrar uma recuperação do elenco para o qual trouxe 14 jogadores na temporada e, provavelmente, terminará o ano sem nenhuma conquista.

O presidente preferiu não falar com a imprensa. Mostrou abatimento. Mas não se furtou a conversar com o técnico Sérgio Baresi e seus auxiliares no gramado. Segundo os jogadores, contudo, nenhuma repreensão mais forte da direção ocorreu por enquanto.

"Estamos num momento complicado. Nunca tinha vivido nada parecido aqui dentro do São Paulo", afirma o zagueiro Alex Silva, que volta ao time diante do Palmeiras, amanhã, no Pacaembu, após se recuperar de artroscopia no joelho direito. "Temos um presidente tranquilo, que não se abala tão fácil. Mas a gente sabe que se não vencer o clássico, vai tomar puxão de orelha."

Juvenal se deteve mais tempo na conversa com Sérgio Baresi. Nos dois últimos jogos - derrotas para Botafogo (2 a 0) e Internacional (3 a 1) - a equipe não teve reação, conformou-se com a superioridade do adversário. O presidente não gostou nada disso. E o técnico deve fazer uma alteração de esquema no clássico: colocar três zagueiros e fortalecer o meio-campo.

"Pode dar maior estabilidade ao setor defensivo, estamos tomando muitos gols", explica Baresi, que também passou a tarde mais pensativo do que o habitual e deu um longo treino para os jogadores reservas.

A adoção de novo estilo de jogo é um pedido de Alex Silva, um dos líderes do elenco são-paulino. "Para um momento como esse, quando as coisas não estão dando certo, o esquema com três zagueiros é melhor", atesta o defensor. "É um sistema que deixa o time mais compactado, embora seu sucesso dependa também de como o adversário vai jogar. Não adianta colocar três zagueiros para marcar apenas um atacante (o Palmeiras deverá atuar com Tadeu e Ewerthon na frente)."

Ataque. A situação de emergência pode apressar a volta de Ricardo Oliveira à equipe. O atacante treinou normalmente ontem, embora os médicos do tricolor acreditem que o jogador ainda sinta insegurança com a tendinite no joelho esquerdo. Um teste hoje vai definir se ele vai a campo ou não.

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