São Silvestre terá controle para EPO

A principal novidade na 77.ª edição da tradicional corrida de rua de São Silvestre, no dia 31, não envolve os aspectos técnicos da competição. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou, hoje, que realizará, pela primeira vez na história da prova, exames antidoping para controle do hormônio de crescimento Eritropoietina (EPO), substância proibida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). Dez atletas serão submetidos ao teste e a entidade não vai divulgar o critério de escolha. O antidoping para EPO, que combina resultados de exames de sangue e de urina combinados, aprovado recentemente pelo COI, serve, basicamente, para detectar um doping sofisticado, usado por atletas de provas de média e longa duração. É um hormônio que aumenta a formação de glóbulos vermelhos, melhorando a capacidade do sangue de transportar oxigênio e, por conseqüência, o desempenho em provas de resistência. O controle de sangue foi feito pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, direcionado ao atletismo (longas distâncias), natação (1.500 m), remo, canoagem, ciclismo, triatlo e pentatlo. Para ser validado, o exame de EPO deve ser feito a partir de amostras de sangue e de urina. Este ano, a corredora russa Olga Yegorova foi surpreendida em um controle em Paris, mas não foi punida porque o teste não obedeceu ao método duplo (o sistema francês inclui só o exame de urina). O presidente da CBAt, Roberto Gesta de Mello, disse que decidiu fazer o controle porque "tem recebido denúncias sobre o uso da substância" e precisa resguardar a imagem do atletismo.

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