Saque polonês preocupa Bernardinho

O saque forte da Polônia será o principal desafio para a seleção brasileira masculina de vôlei no jogo das quartas-de-final dotorneio olímpico, cruzamento marcado para esta quarta-feira, às 15h30 (horário de Brasília), no Ginásio da Paz e Amizade do Complexo de Faliro. Se passar à semifinal, o Brasil enfrentará o vencedor de Grécia e Estados Unidos.Sérvia e Montenegro enfrenta a Rússia enquanto a Argentina joga com a Itália lutando por outras duas vagas nas semifinais. Na primeira fase, pelo grupo B, o Brasil mostrou um time irresistível que venceu a Austrália, a Itália (em um dramático tie-breaker), a Holanda e a Rússia, jogando um segundo set impecável, e gerantindo classificação antecipada. Conhecer com antecedência o adversário da fase do mata-mata, a Polônia, tirou a concentração do time, segundo justificou o técnico Bernardo Rezende, após a única derrota, no último jogo da fase de classificação, para os Estados Unidos.O técnico norte-americano Doug Beal deixou a quadra insinuando que o Brasil entregou o jogo. "Desde que soube, no meio da tarde, qual seria nosso próximo confronto, não consegui me concentrar nos Estados Unidos. Como o jogo não valia, viramos nosso foco para a Polônia", disse Bernardinho que, no entanto, não fez questão de ganhar o jogo, colocando Giovane e Nalbert para ganhar ritmo, além de Rodrigão, enquanto Giba, Dante e André Heller descansaram. O time de Bernardinho perdeu apenas dois jogos esse ano - o outro rival foi a França, em um amistoso na fase de preparação. O Brasil pode voltar a encontrar os norte-americanos, na semifinal, mas agora o foco será a Polônia. "É um time alto, que saca forte e tem um bloqueio pesado. Nosso passe será fundamental."Os melhores passadores do Brasil e talvez do mundo são, segundo o técnico Bernardinho, Nalbert, Dante e Giba. A Polônia tem média de altura de 1,98 m contra a de 1,94 m do Brasil. O time tem bloqueadores de mais de dois metros, como Piotr Gruszka, de 2,05 m, e Lukasz Kadziewicz, de 2,06 m. "Vamos ter de passar", acentua. E atleta habilidosos como Dawid Morek e Sebastian Swiderski.Negativo - Bernardinho insiste em dizer que o único retrospecto negativo do Brasil nos últimos quatro anos é contra a Polônia. "Não é favorável. Perdemos três vezes e vencemos duas", comenta (quatro jogos foram pela Liga Mundial e um amistoso).O capitão brasileiro Nalbert afirma que os poloneses formam um grupo perigoso, que precisa ser encarado com muita seriedade nas quartas-de-final. "Eles mostraram isso na estréia quando derrotaram a Rússia por 3 sets a 2. Sem dúvida alguma será fundamental sacar bem, além de passar muito bem para assegurar o nosso contra-ataque", resumiu.O levantador Maurício, medalha de ouro nos Jogos de Barcelona, em 1992, acha que o Brasil está focado em seus objetivos e acentuou que agora começam os Jogos Olímpicos para valer, referindo-se à fase de mata-mata. "São doi campeonatos. Começa o segundo agora. Mas o time está concentrado e focado para as quartas-de-final." Atenção redobrada passa a ser fundamental nesses últimos confrontos dos Jogos Olímpicos.

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