Saretta, 138.º do ranking e o melhor no Pan, disputa a final

Brasileiro, cabeça de chave n.º 1, faz decisão com chileno Adrian Garcia

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2028 | 00h00

Numa época em que o tênis é sinônimo de decepção para o brasileiro, Flávio Saretta tenta conquistar o ouro e melhorar mais a situação do País no quadro de medalhas. O tenista de Americana, interior de São Paulo, decide o título contra o chileno Adrian Garcia, às 11 horas, no Marapendi.Saretta, na verdade, não fez muito mais que sua obrigação num torneio sem estrelas e de péssimo nível técnico. O paulista, para se ter uma idéia, é o jogador mais bem colocado no ranking da ATP no Rio: 138º colocado. Seu adversário é o 139º.O País não tem representantes de destaque internacional desde que Gustavo Kuerten, ex-número 1 do mundo, começou a sofrer com problemas físicos. O esporte não tirou frutos de seu sucesso e vive em meio a crise técnica e política.O tênis no Pan não tem nenhum atrativo para atletas de alto nível. Não dá premiação nem pontuação no ranking. Há outras competições mais importantes sendo realizadas paralelamente. Por isso, os melhores do continente não deram bola para a disputa, como os chilenos Massu e González, o argentino David Nalbandian e os norte-americanos Roddick e Blake. Muitos dos participantes nem sequer aparecem no ranking. Um exemplo é o cubano Luis Javier Cuellar, eliminado precocemente no Rio. Ele contou que nunca jogou uma partida de destaque e não costuma participar nem mesmo de challengers. "Não tenho condições de ser profissional, só jogo algumas partidas em Cuba", disse.O caminho aberto facilitou bastante a vida de Saretta, que cumpriu seu papel com correção. Embora limitado tecnicamente, o brasileiro esbanjou determinação do início ao fim. Ontem, na semifinal, aproveitou o fator casa e o apoio do torcedor para virar a partida sobre o argentino Eduardo Schwank - ganhou 10 games seguidos - e vencer por 2 a 1 (3/6, 7/5 e 6/0).Nas duplas, Saretta e Marcos Daniel caíram, ontem, nas quartas-de-final.

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