Scheidt defende a reabertura dos bingos

O iatista Robert Scheidt evita polêmicas, principalmente se tirarem seu foco das metas da temporada. A edição da Medida Provisória do fechamento dos bingos ocorreu enquanto ele se preparava para a Semana Pré-Olímpica. "O momento era delicado e queria entender o que estava havendo", justificou seu silêncio. Mas, nesta terça-feira, o hexacampeão mundial e dono de duas medalhas olímpicas falou sobre o assunto e defendeu a regulamentação dos bingos.Scheidt tem relação direta com o assunto. É "empregado", desde maio de 1997, do Bingo Augusta, de São Paulo, seu mais antigo patrocinador. "Sou a favor da regulamentação, que os bingos sejam uma atividade controlada, mas que continuem abertos, apoiando os esportes e dando empregos", afirmou.O iatista, que seguirá para a Europa em abril, quando começa a segunda fase de sua preparação à Olimpíada de Atenas, em agosto, disse que o Bingo Augusta "foi fundamental na decisão de não largar o esporte para trabalhar" em 1997, quando, apesar do ouro olímpico, ganho em Atlanta/96, não tinha apoio. "Hoje tenho patrocinadores fortes e fiéis, mas lamento o fato de os bingos estarem fechados."Seu contrato será mantido até o dia 31. "Eles me trataram como os empregados da casa. Mantiveram o contrato de todos os trabalhadores até o fim do mês, embora a MP tenha sido editada no dia 20 de fevereiro. Depois disso, não poderão segurar a folha de pagamento sem que haja geração de receita", explicou o iatista.Scheidt disse que o vice-campeão da Semana Pré-Olímpica, o catarinense Bruno Fontes, também tem o patrocínio de um bingo, assim como as federações de várias modalidades, inclusive a de Vela e Motor.

Agencia Estado,

23 de março de 2004 | 19h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.