Scheidt e Prada admitem favoritismo em Mundial de Vela

Apesar do favoritismo, os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada esperam dificuldade na busca pela vaga olímpica no Mundial de Vela, disputado na Austrália. Os velejadores farão sua estreia neste domingo na competição que classificará 11 equipes para os Jogos de Londres, em 2012.

AE, Agência Estado

09 de dezembro de 2011 | 18h49

Nas águas australianas, a dupla da classe Star enfrentará alguns dos eventuais rivais na Olimpíada, diante dos ventos fortes da cidade de Perth. "Sem falar em países que vão usar o Mundial como seletiva para Londres, a exemplo da Alemanha, Estados Unidos e Canadá", destacou Prada.

Scheidt, porém, se diz satisfeito com a pressão imposta pelo favoritismo dos brasileiros. "Eu sempre preciso de pressão, de expectativa. Um pouco de ansiedade é bom para o atleta", avaliou o velejador, que diz contar com uma vantagem. "Enquanto nós viemos do Brasil para a Austrália, do calor para o calor, muitos vieram do frio para o calor e a adaptação deve ser mais complicada, com a mudança de temperatura e de fuso horário".

Para evitar este contratempo, os brasileiros desembarcaram mais cedo na Austrália, no dia 22 de novembro. "Foi bom ter chegado antes para nos adaptarmos ao fuso horário e às condições da raia. Tivemos de correr contra o tempo para acertar o mastro com que vamos disputar o Mundial, mas estamos com o equipamento em condições para correr o campeonato", revelou Scheidt.

A dupla, porém, não estará garantida na Olimpíada mesmo se vencer o Mundial. Scheidt e Prada precisarão ainda vencer a seletiva brasileira, em Búzios, em fevereiro de 2012, para ficar com a vaga em Londres. "Se conseguirmos a vaga e vencermos a seletiva, a nossa dupla vai representar o Brasil em Londres. Caso contrário, teremos uma competição de desempate em 2012, ainda não sabemos qual", explicou Prada.

A disputa na classe Star no Mundial contará com uma série de classificação, composta por 10 regatas, e a Medal Race, com pontuação dobrada. Depois de seis regatas, os velejadores poderão descartar o pior resultado, com exceção da Medal Race.

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