Scheidt e Prada são bicampeões mundiais na Star

Robert Scheidt e Bruno Prada sagraram-se campeões mundiais da classe Star neste sábado, em Perth, na Austrália, onde acontece o Mundial de Vela. Os brasileiros chegaram em quinto lugar na Medal Race e conquistaram pontos suficientes para manterem a primeira colocação que era deles desde o terceiro dia de competições. A prata foi para os alemães Robert Stanjek e Frithjof Kleen, enquanto o bronze ficou com os norte-americanos Mark Mendelblatt e Brian Faith.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2011 | 08h36

Este foi o segundo título mundial da dupla, que havia sido campeã no Mundial de Cascais (Portugal), em 2007, também num ano pré-olímpico. Depois, nos Jogos Olímpicos de Pequim, os brasileiros conquistaram a prata, a quarta medalha olímpica de Scheidt, que já tinha dois ouros e uma prata conquistados na classe Laser.

Para serem campeões em Perth, Scheidt e Prada foram diretamente beneficiados pela desistência dos britânicos Iain Percy e Andy Simpson, atuais campeões olímpicos. Eles abandonaram o Mundial no terceiro dia de disputas da Star, por conta de uma lesão de Percy. Até então, eles lideravam com folga.

Sem os ingleses já na quinta das 10 regatas classificatórias, Scheidt e Prada foram ampliando a vantagem na primeira colocação, a ponto de chegarem à Medal Race deste sábado com 18 pontos de vantagem sobre os segundos colocados. Eles só não seriam campeões se chegassem em último dentre os 10 barcos, com os norte-americanos em primeiro.

A marcação sobre o barcos dos Estados Unidos deu certo e foi este que acabou chegando em último. Os brasileiros velejaram com tranquilidade, acabaram em quinto, e cruzaram a linha de chegada sob aplausos, com a bandeira brasileira.

"Ser o campeão mundial da Star é a maior glória que um velejador pode ter. Vencer duas vezes é ser parte da história da classe Star e isso significa muito. A Star é muito especial. É a classe de todos os grandes nomes", comemorou Robert Scheidt. Em Londres, ele terá sua última chance de ser campeão olímpico da Star, uma vez que a classe olímpica mais antiga (é disputada desde 1932) sairá do programa no Rio.

"Toda a minha vida velejando pela Laser eu sonhava em velejar na Star e vencer o Campeonato Mundial uma vez. Então fazer isso duas vezes é realmente uma grande coisa para mim", completou Scheidt.

Tudo o que sabemos sobre:
velaMundial de VelaRobert Scheidt

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.