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Scheidt escolhe a Laser para velejar no Rio

Com a provável saída da classe Star na Olimpíada de 2016, Robert Scheidt e Bruno Prada, medalhistas de bronze em Londres, confirmaram que darão um tempo na parceria caso se confirme a decisão da Federação Internacional de Vela (Isaf) e do Comitê Olímpico Internacional (COI). O plano é voltar para suas classes anteriores: Prada vai competir na Finn, e Scheidt volta para a Laser, modalidade onde conquistou três de suas cinco medalhas em olimpíadas (dois ouros em Atlanta 1996 e Atenas 2004 e uma prata em Sydney 2000). Emocionados ao falar dos anos de parceria durante a coletiva para a imprensa em São Paulo, disseram que a decisão não é definitiva. "Não podemos ficar parados. Temos condição de fazer sucesso separados, mas gostaríamos de disputar a Star no Rio, seria mais fácil", explicou Prada.

GUSTAVO ZUCCHI , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h04

Com apoio garantido dos patrocinadores e do Ministério do Esporte, as maiores dificuldades em se readaptar nas respectivas categorias deverão ser físicas. Scheidt já prevê mais contusões por causa do esforço necessário na Laser, e Prada terá de perder 10 quilos caso queira competir na Finn. "É o ideal? Não, o ideal seria continuar na Star. Mas vale a pena a tentativa para 2016. Se eu me preparar, ainda posso ser competitivo", afirmou Scheidt. "É o sonho de todo atleta competir no seu País", completou Prada.

A preparação de ambos deve começar só no próximo ano. "Agora é o momento de curtir um pouco a medalha conquistada em Londres", disse Scheidt. Prada já planeja dobrar a rotina de treinos e iniciar a volta à Finn em janeiro, na Copa do Mundo da classe, em Miami. Também não está descartada participação da dupla em outros eventos da classe Star. "Tudo depende. Temos de ver quem serão os adversários, os custos. Eu não descarto participar de outros torneios futuramente", declarou Scheidt.

Ambos confirmaram que a Olimpíada do Rio deverá ser a última competição deles, seja em dupla, seja individual. "Estarei com 43 anos, acho que está bom já", brincou Robert.

Pressão. Segundo a dupla, muitos velejadores e federações estão insatisfeitos com a decisão de excluir a Star, e prometem um lobby nos bastidores para que a classe entre como a 11.ª modalidade da vela em 2016. "Essas decisões da Isaf são questionáveis, vão contra a tendência natural da vela. É uma classe de campeões. O Ben Ainslie, que é o maior medalhista da história, anunciou que se a Star não estiver no Rio de Janeiro ele vai se aposentar", disse Scheidt.

Ele ainda fez questão de pedir que o assunto não seja muito explorado pela imprensa, para evitar atritos entre os cartolas das delegações e os atletas. A decisão a respeito da Star estará nas mãos dos novos presidentes da Isaf e do Comitê Olímpico Internacional, que deverão ser eleitos em novembro deste ano e setembro de 2013, respectivamente.

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