Scheidt: na dúvida, pode ficar na Finn

O campeoníssimo iatista da classe Laser, Robert Scheidt, vive um drama que envolve seu futuro como atleta. Laser, Star ou Finn? Que classe escolher para a campanha que pode - ou não - levar, nos Jogos de Pequim/2008, à disputa de outra medalha olímpica? Na Star, o adversário seria Torben Grael. Na Finn, teria de ganhar 15 quilos, passando dos 80 kg atuais para 95 kg. Na Laser, haja estímulo e físico, aos 31 anos, para competir mais quatro anos.Preparador físico de Robert Scheidt há sete anos, José Rubens D?Elia garante que é possível o velejador ganhar 15 kg em massa muscular - não em gordura -, mas o atleta teria de redirecionar os treinos e a alimentação. "Virar um boi, na linguagem popular", afirma Zé Rubens, acrescentando que Scheidt não faria nada que não fosse saudável. "Mas é possível porque ele é grande, alto, tem boa massa muscular. Já vem fazendo um trabalho mais concentrado em pesos, após a Olimpíada do ano passado, por causa da classe Star." Mas até agora ganhou apenas umas gramas em relação ao peso de 2004, de 79,7 quilos. Está com 80. Isso, no entanto, seria segundo Zé Rubens, uma base para se precisar ganhar ainda mais peso.A Finn, a classe que Scheidt queria evitar, pode ser uma boa saída para a encruzilhada em que se encontra. Na Laser ganhou três medalhas olímpicas, duas de ouro, e o heptacampeonato mundial. Ainda pode ser sua escolha para o Mundial de Fortaleza, em setembro, e o Pan-Americano do Rio, em 2007.Na Star, com o proeiro Bruno Prada, teria de competir contra Torben Grael e Marcelo Ferreira, dupla brasileira "dona" da classe - são bicampeões olímpicos, experientes e, atualmente, seriam os favoritos a ficar com a única vaga a que o Brasil tem direito por classe olímpica. "Essa escolha da Star tem de ser muito bem pensada, porque o Robert seria quem mais teria a perder com isso", comentou o técnico Cláudio Bieckarck.O primeiro teste de Scheidt na Star, já contra a dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira, será no Mundial de Buenos Aires, de 12 a 20, no Rio da Prata. Scheidt embarca domingo para alguns dias de treino, nas raias montadas a partir do Club Náutico Olivos, antes do início do Mundial.Reboque - Nesta quinta-feira, Marcelo Ferreira deixa o Rio, de carro, e vai dirigir até Buenos Aires, rebocando o veleiro. Torben Grael que está na Nova Zelândia, encontrará o parceiro na Argentina.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2005 | 11h40

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