Scheidt será destaque em Ilhabela

Robert Scheidt é considerado um ?filho de Ilhabela?. E, na próxima semana, será um dos destaques da Semana de Vela de Ilhabela, como timoneiro do barco Odoya, que tem outros nove tripulantes, todos seus amigos. ?Sou suspeito para falar sobre Ilhabela, praticamente nasci lá. A semana de vela é a mais importante do Brasil para a Classe Oceânica. Vou fazer parte da tripulação de um barco baiano, o Odoya, da categoria 40.7. É uma categoria nova no Brasil, mas deve ter 13 barcos competindo?, diz o velejador. Scheidt acaba de voltar de Marselha, na França, com o inédito título dos Jogos Mundiais da Federação Internacional de Vela (Isaf). ?Não vou competir com tanta seriedade, vou curtir com meus amigos e trabalhar em equipe ? coisa que não faço na Classe Laser. A melhor parte da competição é correr sem o tempo corrigido?, afirma. Como timoneiro, o atleta acredita que ficou com uma das funções mais nobres dentro de uma embarcação. ?Além de ser uma das mais nobres, é a mais cômoda para mim no barco, a que eu posso desempenhar melhor. Não fui criado em um barco de oceano, timoneiro é a posição em que devo render mais.? Com a mesma equipe, Scheidt foi vice-campeão da Semana de Búzios e participou da uma etapa do Campeonato Paulista, em Santos. ?Mas a Semana de Ilhabela é a mais importante. Sabemos que ganhar na classificação geral é difícil. Nosso barco está preparado para ganhar dentro da classe dele, a 40.7?, justifica. Cruzeirar - ?A principal diferença dos barcos da nossa categoria é que não são embarcações apenas para alta performance, você pode ?cruzeirar?, passear com ele. Tem cozinha. Por esse tipo de coisa que acabamos perdendo na classificação geral para outras embarcações.? Segundo o velejador cinco vezes campeão mundial da Laser, a parte mais complicada da competição é a regata Eldorado-Alcatrazes por Boreste ? que abre a Semana de Vela. ?É uma regata muito longa, diferente das que serão realizadas nos outros dias (dura em torno de dez horas). É uma regata diferente porque exige mais atenção de toda tripulação. Não é tão simples timonear por 12 horas ? às vezes é necessário um revezamento com outros tripulantes para não deixar cair o rendimento?, explica. Mas o sacrifício vale a pena, segundo o iatista: ?Geralmente o sol está se pondo quando o barco contorna Alcatrazes, é muito bonito?, diz. ?Ilhabela é uma das melhores raias do Brasil, mas sou suspeito para falar porque velejo lá praticamente desde quando nasci. O vento quase sempre proporciona boas condições no mar. Não há problemas com o nível da água, que é muito limpa também.?

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