Schumacher ajuda a dobrar audiência

Na Alemanha, 10,5 milhões de pessoas acompanharam pela TV o GP do Bahrein, por causa do heptacampeão

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

A volta de Michael Schumacher à Fórmula 1 ajudou a dobrar a audiência das TVs alemãs. Segundo a cadeia RTL, cerca de 10,5 milhões de espectadores assistiram à etapa de abertura da temporada de 2010, domingo, em Bahrein, contra 5,3 milhões que acompanharam a primeira corrida do ano de 2009.

"Esperávamos cifras (de audiência) altas, mas não imaginávamos que chegasse em tanto", admitiu o diretor de esportes da RTL, Manfred Loppe.

Outro estímulo para o espectador alemão foi a presença do também piloto alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, na pole position da corrida no Bahrein. Vettel, atual vice-campeão, terminou a prova em quarto lugar.

Sem pânico. As críticas dos pilotos e donos de equipe às novas regras da Fórmula 1, que impedem o reabastecimento dos carros durante a corrida, entre outras medidas, não abalaram o principal executivo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone.

Apesar de ter admitido que a primeira etapa da temporada não foi das mais emocionantes, ele acredita que não há motivo para ligar o sinal de alerta. "Não estou em pânico por nada", diz o dirigente. "Acho que a corrida de domingo esteve no mesmo nível de outras muitas nos últimos cinco anos da categoria."

Apesar de admitir que mudanças de regras não estão descartadas, ponderou que serão necessárias mais três ou quatro corridas para confirmar que realmente o formato da competição necessitará de alterações.

"Antes de pensar em mudanças, acho que seria ideal olhar as regras atuais com atenção", pondera Ecclestone.

O dirigente pretende reunir os chefes das escuderias após o terceiro GP da temporada, que vai ser realizado na Malásia, mas não vai aceitar interferências diretas, por considerar que as equipes sempre defendem seus interesses e vão propor apenas mudanças que as ajudem a ganhar corridas. Ecclestone vai lutar para impedir alterações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.