''Se eleito, vou herdar um problema''

Arnaldo Tirone

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2011 | 00h00

Candidato da oposição

Quais seus planos de governo?

Vamos reorganizar o clube e equilibrar a parte financeira. A prioridade é o futebol. O clube tem administração inchada, com cerca de 700 funcionários. O Palmeiras tentou crescer, mas foi descontrolado. Fizeram contratações que até eu faria, mas no momento errado. Temos de conseguir recursos novos, por meio dos projetos de marketing.

O senhor é marcado por ter ligação com Mustafá Contursi. Isso atrapalha? Ele terá um cargo de diretor?

Como colocar um ex-presidente como diretor? E eu tenho minha história aqui dentro, não será o Mustafá que vai determinar o que vou fazer.

Mas dizem que, com o senhor no cargo, o Mustafá poderá voltar ao poder também...

Tem gente colocando uma coisa que não é verdade. O Mustafá já é conselheiro atuante no clube. E seu eu fizer algo de errado ele vai me criticar.

O departamento de futebol tem uma folha salarial de cerca de R$ 6 milhões mensais. É muito?

Não é muito nem pouco, é parecido com a de outros clubes, mas dá pra diminuir.

Como o senhor viu a gestão do Belluzzo?

Ele começou imprimindo um ritmo bom e depois acho que colocou muita emoção. A culpa não é só dele, e sim da diretoria. Como torcedor, eu não fiquei satisfeito.

O senhor pegará uma herança ruim, se eleito?

Vou herdar um problema. Vou enfrentá-lo, mas com o orgulho por ser o presidente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.