Sebastian Vettel festeja título até amanhecer

Piloto comemora com entusiasmo ímpar junto com a equipe em Abu Dabi e ainda tem forças para celebrar na Áustria

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2010 | 00h00

A Red Bull conquistou muito mais que o Campeonato Mundial de Pilotos, domingo em Abu Dabi, com o mais jovem campeão da história, Sebastian Vettel. O time austríaco venceu com o piloto de sua preferência, passou a imagem de encarar a competição com lisura esportiva rara, ao não praticar ordens de equipe, cuja capitalização talvez seja até maior que ganhar o campeonato, e ainda ganhou o Mundial de Construtores, definido em Interlagos, dia 7, disputa que lhe vai garantir da Formula One Management (FOM) algo como US$ 100 milhões (cerca de R$ 170 milhões), em 2011.

Não é à toa que a festa do time austríaco, com a presença de seu proprietário, Dietrich Mateschitz, tenha se estendido até a segunda-feira raiar, como havia antecipado o emocionado Vettel. E esse piloto, cheio de talento, pode permitir à Red Bull somar ainda mais pontos na próxima temporada, como diz o ex-piloto de F-1, o austríaco Helmuth Marko, responsável pelo programa de formação de pilotos do time: "Ele estará mais maduro em 2011, pilotará menos tenso.""

Vettel foi ontem para Salzburgo, na Áustria, onde fica a sede da empresa Red Bull. Ao chegar à cidade, foi recepcionado por um grupo musical austríaco. Ele comemorou o título com os funcionários da companhias.

O alemão estará na pista novamente já no sábado, em Abu Dabi, no primeiro teste das equipes com os pneus do novo fornecedor da Fórmula 1, a Pirelli, em substituição à Bridgestone. Seu companheiro, Mark Webber, treina na sexta-feira. Adrian Newey, diretor-técnico da equipe, disse que o Mundial de 2011 representará para os projetistas um dos maiores desafios. "Teremos apenas dois dias de testes, embora os modelos de 2011 estejam praticamente prontos. Se descobrirmos algo novo nos pneus, não será possível rever o projeto globalmente.""

Na Ferrari, grande perdedora no ano, o clima é de tensão. Luca di Montezemolo, presidente da empresa, respondeu à acusação do ministro italiano Roberto Calderoni, que culpou o dirigente pela perda do título e pediu sua saída. "Há pessoas contra o nosso país e seus símbolos, mas representam uma minoria.""

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