Secretário quer vetar jogos do Brasileirão no Rio durante Pan

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, vetou nesta quinta-feira a realização de jogos do Campeonato Brasileiro durante a realização do Pan-Americano do Rio, entre os dias 13 e 29 de julho.Corrêa é o responsável pelo plano de segurança da competição internacional e deu uma determinação para que eventos paralelos às disputas sejam cancelados. No total, dez partidas haviam sido programadas para a capital carioca neste período.?Isso é uma posição de segurança pública, demos um parecer técnico e é uma orientação expressa. Vamos defendê-la de qualquer forma?, destacou o secretário, que gostaria de tomar o Maracanã no tempo prometido: a dois meses do início do Rio-2007. ?Qualquer evento paralelo dentro do Rio vai fragilizar um dos dois. Fora do Estado não é problema.?Apesar da decisão, Corrêa explicou que não tem o poder para impedir a realização das partidas do Brasileiro, porque a decisão final sobre o caso é de competência do governo estadual. Mas frisou que conversará com o secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes, nesta sexta, para que a polícia militar não seja liberada para as partidas.No total, dez jogos foram programados para o Estado durante o Pan-Americano. Inclusive dois clássicos: Fluminense x Flamengo, no dia 15 de julho, pela 11.ª rodada do Nacional, e Botafogo x Vasco, dia 18, pela 12ª.Consultada sobre o problema, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou ainda não ter sido procurada por nenhum dirigente da organização dos jogos para a reformulação da tabela e preferiu não se pronunciar sobre o caso, mas não escondeu o descontentamento por ?achar estranho ficar sabendo da necessidade de mudanças na tabela por jornalistas?.O secretário também contou que o rombo de R$ 80 milhões no orçamento de segurança dos jogos foi sanado. A princípio, o governo estadual alegou não ter como arcar com este valor, mas nesta quinta chegou a um acordo e honrará a quantia. Com o final das negociações, o plano, que estava em R$ 385 milhões - dinheiro do governo federal - saltou para R$ 465 milhões.?O Estado demonstrou onde vai complementar e o que for de competência dele será atendido. Todos os recursos previstos serão utilizados da melhor maneira possível. O que foi determinado para gastar será gasto. Não iremos guardar nada?, afirmou o secretário.

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