Seedorf dá início hoje a sua nova vida

Meia holandês faz, contra o Grêmio, a primeira partida pelo Botafogo, na estreia mais esperada dos últimos meses

LEONARDO MAIA / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h07

A hora que o torcedor do Botafogo tanto esperava chegou. Seedorf faz sua estreia com a camisa alvinegra, às 18h30, contra o Grêmio, no Engenhão, ciente de que existe grande expectativa quanto a seu desempenho. A empolgação do torcedor, a ansiedade, sua e dos próprios companheiros, e a pressão por uma bela exibição, porém, não assustam o veterano meia, de 36 anos, que chega do fim da temporada europeia e sem pré-temporada adequada.

"Não vejo nada de negativo (nessa expectativa), só coisa positiva. Isso só me fez trabalhar mais para estar pronto e acho que estou preparado para começar", disse o holandês, poupado do treino de sexta-feira. "O técnico vai decidir como, onde e quanto tempo eu vou jogar."

Oswaldo de Oliveira, porém, tem mais preocupações que o jogador. Ele também vê como algo bom o entusiasmo dos torcedores, que deve se refletir nas arquibancadas. Mais de 37 mil ingressos foram colocados à disposição dos torcedores e cerca de 10 mil foram vendidos até a noite de sexta-feira.

Mas o treinador teme que o resto do time se deixe levar pelo clima festivo e pela admiração por atuar ao lado de um nome tão importante do futebol internacional. "Não posso minimizar (a estreia). Mas tenho que encarar como um fato normal e vou tentar fazer com que a equipe encare com naturalidade, pois queremos vencer. Não podemos deixar que isso influencie na nossa preparação", alertou o técnico.

A tão propalada dificuldade de adaptação dos jogadores que chegam do exterior, até mesmo para os brasileiros que retornam, também é minimizada por Seedorf, que ressalva apenas que precisa de tempo para se adequar ao jogo coletivo alvinegro, não a questões táticas ou ao ritmo intenso do futebol do País.

"Eu penso o jogo como um brasileiro. Não estou vendo muita diferença (para a Europa) porque sempre acompanhei o futebol brasileiro", destacou. "No fim, é a mesma bola. A gente fala com os pés".

Outro fator de tranquilidade para Oliveira é a grande forma física do holandês. "Ele tem uma característica nata que lhe dá essa condição física e mental. São jogadores como Juninho Pernambucano, Mauro Galvão, que sempre se dedicaram muito à carreira e por isso perduram por tanto tempo", elogiou.

O Grêmio, contudo, quer estragar a festa ao holandês. Depois de vencer o Cruzeiro como visitante e o Sport em casa, o time quer embalar de vez na competição e não deixar os três primeiros se distanciarem.

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