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Segurança dos Jogos Olímpicos de 2016 terá de 85 mil agentes

Será o maior esquema de segurança já registrado no Brasil

CARINA BACELAR, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2015 | 13h25

A Olimpíada de 2016, no Rio, terá o maior esquema de segurança da história dos Jogos e a maior mobilização policial já registrada no Brasil em tempos de paz, com 85 mil agentes, sendo 47 mil das polícias Civil e Militar, Polícia Federal e Defesa Civil e 38 mil das Forças Armadas. Ao todo, o esquema vai custar R$ 1,5 bilhão aos cofres do governo federal.

O plano foi divulgado nesta quinta-feira, no Rio, por autoridades federais e estaduais e representantes do Comitê Rio-2016. Ao todo, 9,6 mil militares da Força Nacional de Segurança vão trabalhar nas 33 instalações de competição, centros de mídia e de treinamento e locais de hospedagem de atletas, e no circuito de revezamento da tocha olímpica. Mais 6 mil seguranças particulares, estima o Comitê Rio 2016, também vão atuar em sedes de provas olímpicas.

"O efetivo empregado não está diretamente relacionado a questão de ameaça. Esse é o maior evento de todos, com a maior quantidade de competições, de atletas, de países. A segurança das instalações também passou a ser uma atividade do serviço público, o que aumentou o número de funcionários empregados", ressaltou o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Até o momento, entretanto, não há indicação de que a Força Nacional de Segurança vai atuar em comunidades cariocas durante o evento. "Não identificamos essa necessidade, e nem o governador (Luiz Fernando Pezão)", disse o general Luiz Felipe Linhares, representante do Ministério da Defesa. Segundo ele, os Jogos Olímpicos serão o "clímax" na área de segurança de todos os grandes eventos que o Rio já sediou. "Estamos prontos para atuar em grandes eventos desse porte", garantiu.

Uma novidade da competição será um centro antiterrorismo com profissionais de países com delegações na competição, todos especialistas no assunto. "Em situações normais, não temos indicações que sejamos alvo de grupos extremistas", disse o diretor do Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura. Segundo ele, agentes da Polícia Federal e da Abin já realizam monitoramento permanente para combater ações terroristas no Brasil.

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