Seis gols e duas torcidas frustradas

Palmeiras sai na frente por três vezes e não segura vantagem diante do São Paulo no empate em 3 a 3 no animado clássico, em Presidente Prudente

BRUNO DEIRO, DANIEL AKSTEIN BATISTA, ENVIADOS ESPECIAIS, PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2012 | 03h04

No calor de Presidente Prudente, Palmeiras e São Paulo empataram por 3 a 3 num clássico empolgante e de belos gols, mas que frustrou as duas torcidas. O time de Felipão, que esteve três vezes à frente, desperdiçou ótima chance de abrir seis pontos sobre o rival. Já o Tricolor, apesar de não ter se curvado, amarga mais um clássico sem vitória - venceu apenas 2 nos últimos 12.

O são-paulino Lucas, confirmado na última hora, e o ótimo retrospecto de Marcos Assunção, na bola parada do Palmeiras, eram os prováveis protagonistas do clássico. Nem um, nem outro foi decisivo. Os gols saíram em lances improváveis, como na cobrança de falta de Daniel Carvalho, no lampejo de habilidade do grandalhão Barcos e em uma bomba de direita do canhoto Fernandinho, que marcou pela primeira vez no ano.

Não faltou empenho aos times, que ainda tentam conquistar a confiança de suas torcidas. Se o Palmeiras surpreendeu pela iniciativa e decepcionou por não sustentar a vantagem obtida em três ocasiões, no São Paulo não houve novidade: o produtivo ataque (23 gols na competição) teve de correr atrás para superar a fragilidade da defesa. O time de Leão ainda sofreu com a falta de inspiração de Jadson e Casemiro, que vinham sendo decisivos e ontem tiveram atuação apática.

Ritmos distintos. O São Paulo começou o jogo em ritmo lento e não esperava a postura mais intensa do Palmeiras. O time de Felipão apertou a marcação desde o início para tomar conta do meio-campo e levar perigo nos avanços. Sem alternativas, o Tricolor foi obrigado a abusar das faltas. Aos 5, João Vitor foi derrubado por Casemiro na entrada da área e agitou a torcida palmeirense, confiante no chute preciso de Marcos Assunção. Mas foi Daniel Carvalho quem assumiu a cobrança e bateu cruzado, no canto de Denis. Um belo gol.

O forte calor em Presidente Prudente parecia prejudicar só o clube do Morumbi. No meio-campo, Jadson e Casemiro se arrastavam, enquanto que o Alviverde mantinha a pegada. Nos contra-ataques, Maikon Leite e Barcos tiveram a chance de ampliar. Leão entrou em ação e pôs Lucas na esquerda para conter os avanços de Cicinho. Mas foi pela direita que Casemiro recebeu, cruzou fraco e encontrou Cícero para empatar, aos 30.

Só então o clássico ficou mais equilibrado. Em lance de muita habilidade de Barcos, porém, os palmeirenses retomaram a vantagem. O argentino recebeu passe de Maikon Leite dentro da área, dominou com estilo, virou em cima de Paulo Miranda e passou por Piris antes de chutar de esquerda para balançar a rede.

Diante da apatia do meio-campo, Leão tirou Jadson para apostar na velocidade de Fernandinho. Com mais volume pela esquerda, Cortez subiu ao ataque e foi tocado ao tentar dar um chapéu em Cicinho dentro da área. O juiz marcou pênalti, para desespero de Felipão, e Willian José bateu forte pelo alto para igualar novamente o jogo.

Mas Barcos, novamente, mostrou oportunismo num cruzamento de Juninho para aparecer na segunda trave e empurrar para o gol, aos 26. Atrás outra vez no placar, o time de Leão reagiu com Fernandinho, 4 minutos depois. Ele cortou para o meio e acertou forte chute de direita: 3 a 3 - resultado justo ao clássico.

O São Paulo continua com a cozinha desarrumada e o Palmeiras, aos poucos, se liberta da bola parada de Marcos Assunção.

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