Maddie Meyer/ AFP
Maddie Meyer/ AFP

Seis mulheres processam federação de natação dos EUA por abuso de técnicos

Entre os indivíduos citados nos processos estão os ex-treinador da equipe olímpica e nacional, Mitch Ivey; o ex-diretor da equipe nacional, Everett Uchiyama

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2020 | 18h56

Seis mulheres entraram com ações civis contra a Federação Norte-Americana de Natação, sua associação na Califórnia e três treinadores por considerarem que houve falha da administração em protegê-las de abusos sexuais cometidos por seus treinadores.

Debra Grodensky, Suzette Moran e Tracy Palmero, junto com outras três mulheres que permanecem anônimas, entraram com três ações. Entre os indivíduos citados nos processos estão os ex-treinador da equipe olímpica e nacional, Mitch Ivey; o ex-diretor da equipe nacional, Everett Uchiyama, e o ex-treinador Andrew King.

Os fatos apontam que as autoridades conheciam o comportamento de King, mas se recusaram a abordá-lo, criando uma cultura de abuso que expôs dezenas de nadadoras menores de idade a

abuso e assédio.

"Meu abuso sexual era 100% evitável", disse Grodensk, nesta quarta-feira, durante entrevista em uma videoconferência. Aos 51 anos, ela disse que King a abusou dos 11 aos 16 anos, quando ela era nadadora em Danville, Califórnia, no início dos anos 80. Morando em Nova York, a ex-nadadora revelou que sofreu anos de depressão como resultado do abuso.

Em 2010, King foi condenado e sentenciado a 40 anos de prisão, após não conseguir se defender de 20 acusações de abuso sexual infantil. "Quero que esse processo acorde a natação dos Estados Unidos", disse Grodensky. "Eu quero uma mudança cultural e de educação obrigatória para este grande esporte."

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