Seleção bate Suécia e ganha trégua

Quatro dias após perder o ouro na Olimpíada de Londres, Brasil faz 3 a 0 nos anfitriões e agora Mano Menezes e seus jogadores deverão ter um pouco de paz

MATEUS SILVA ALVES , ENVIADO ESPECIAL / ESTOCOLMO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h07

A seleção brasileira conseguiu o que queria na Suécia. Quatro dias depois de perder a final dos Jogos Olímpicos de Londres, a equipe venceu o amistoso contra os anfitriões por 3 a 0 e, se não esqueceu a dor pela perda da medalha de ouro, ao menos a amenizou um pouquinho. E Mano Menezes, pressionado por causa da derrota para o México, ganhou um pouco de paz, que é o que ele está precisando.

Logo após o apito inicial, mesmo sem ser brilhante, o Brasil não teve dificuldades para tomar conta do jogo. Ocupando o campo de defesa da Suécia, a seleção fazia a bola rodar de um lado para o outro do ataque, mas sem conseguir entrar na área adversária. Não por acaso, a primeira boa chance de gol do Brasil surgiu em uma cobrança de falta de Daniel Alves.

Talvez porque a Suécia estava sem seu melhor jogador, o atacante Ibrahimovic, que foi vetado horas antes da partida por causa de uma lesão, a seleção se sentia completamente à vontade para atacar. Assim, Leandro Damião mandou uma bola na trave (Neymar marcou no rebote, mas ele estava impedido) e, alguns minutos mas tarde, o centroavante do Internacional abriu o placar depois que o craque do Santos mandou um cruzamento em sua cabeça e ele não falhou.

Foi só depois de estar perdendo a partida que a Suécia percebeu que também poderia atacar. E o time da casa só não empatou o jogo ainda no primeiro tempo porque Gabriel evitou um gol de Berg com uma saída precisa, nos pés do atacante sueco.

Era de se esperar que a Suécia partisse com tudo para buscar o gol de empate na segunda etapa, mas não foi bem isso o que aconteceu. A seleção brasileira soube controlar bem o ímpeto do time europeu e a apenas razoável só teve uma boa chance - o grandalhão Toivonen recebeu a bola dentro da área do Brasil, sem nenhum zagueiro a incomodá-lo, e exibiu toda a sua falta de jeito com a bola ao chutar para fora.

Pelo esforço que fez para não ser derrotada na festa de despedida do Estádio Rasunda, a seleção da Suécia até merecia sair de campo com o empate, mas acabou levando o segundo gol depois que Daniel Alves aproveitou um chute torto de Hulk e deixou Alexandre Pato livre para marcar. Logo depois, o atacante do Milan fez mais um gol, desta vez de pênalti, e o Brasil saiu do gramado com uma vitória imponente pelo placar, não pelo futebol.

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