Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Seleção chega a Brasília para estreia contra Japão

Reportagem do Estado visitou o hotel do Brasil minutos antes de o grupo chegar ao local

Almir Leite e Silvio Barsetti/ Enviados Especiais, Agência Estado

12 de junho de 2013 | 15h52

BRASÍLIA - A chegada da seleção brasileira ao Distrito Federal foi fria, com poucas pessoas no Aeroporto Juscelino Kubitschek e também ao redor do Hotel Brasília Palace. Já os jogadores japoneses, adversários do Brasil no sábado, tiveram contato com torcedores - em torno de 15 que os aguardavam em frente ao hotel que os hospeda em outro setor da capital.

 

Contratada pelo governo local, a Banda Brasília recepcionou as duas delegações. A diferença é que na pequena apresentação à seleção brasileira, numa área fechada por grades improvisadas e vedadas por plásticos espessos, havia apenas dirigentes da Fifa e poucos funcionário do Brasília Palace.

 

A reportagem do Estado visitou o hotel da seleção do Brasil minutos antes de o grupo chegar ao local. O restaurante Oscar, reservado para os jogadores, passava pelos últimos retoques, com trocas de lâmpadas e limpeza de lustres, mesas e cadeiras. Os garçons recebiam as últimas recomendações da gerência.

 

Assim como no Hotel Mercure, em Goiânia, também não poderão ter contato muito próximo com os atletas e estão proibidos de pedir fotos, autógrafos e brindes.

 

Pelos corredores do Brasília Palace, seguranças já estavam a postos com rádios transmissores. O acesso aos andares dos atletas já estava bloqueado.

 

Na parte externa do restaurante, em três mesinhas com quatro cadeiras cada, representantes da Fifa e outros seguranças aguardavam o grupo comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Perto deles, já se posicionavam os componentes da banda contratada. Enquanto a seleção não chegava, eles escolheram o roupeiro da delegação, Antonio Assis, vestido com o uniforme da CBF, para uma série de fotos.

 

Inicialmente, a delegação viria de Goiânia de ônibus, mas a CBF mudou a programação e optou pelo transporte de avião, que durou menos de uma hora. A equipe desembarcou na Base Aérea de Brasília e seguiu direto para o hotel.

 

No Brasília Palace, a CBF reservou 100 dos 155 quartos para a delegação - durante os treinos em Goiânia, no Hotel Mercure, a entidade pagou por 120 quartos de luxo por dez dias sem nenhum uso. Lá, a delegação toda ocupou em torno de 50 quartos - o Mercure dispõe de 173 suítes.

 

Como não conseguiu a exclusividade em Brasília, os jogadores terão que conviver nos próximos dias com os hóspedes normais do local, embora o contato seja mínimo, por causa de restrições impostas pela confederação.

 

No novo esquema de hospedagem, a Fifa custeia 40 quartos e o mesmo número de passagens aéreas de cada delegação. Isso vale para todas as seleções até que sejam eliminadas do torneio ou joguem a final. A partir de então, todas deixam de desfrutar do aporte da Fifa em até 48 horas.

 

A seleção vai fazer seu primeiro treino em Brasília na tarde de amanhã, no Centro de Capacitação Física dos Bombeiros. A delegação fica na capital federal até domingo, quando embarca para Fortaleza, sede do segundo jogo pela Copa das Confederações, na próxima quarta-feira, contra o México.

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