'Seleção chega bem após 15 dias de treinos', diz Felipão

A um dia de estrear na Copa das Confederações, o técnico Luiz Felipe Scolari fez um balanço das duas semanas e meia de treinos e amistosos antes de jogar contra o Japão na primeira partida da competição. O treinador acredita que todas as dificuldades da equipe já foram superadas e, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, falou bastante da dificuldade em adaptar cada jogador ao esquema tático escolhido por ele para a seleção brasileira.

ROBSON MORELLI, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 16h21

Na análise do treinador, os jogadores da seleção não vão render o mesmo que nos clubes porque os esquemas táticos e, consequentemente as funções de cada atleta são diferentes.

"Não dá para eu jogar com 11 esquemas no mesmo time. O jogador não pode jogar no esquema do seu clube. Cada time tem um esquema diferente. A gente tenta adaptar, por isso o tempo ajudou nesses 15 dias. Temos que dar liberdade para os jogadores jogarem pelo menos dentro das suas características e adaptá-los num esquema em que todos saiam beneficiados", comentou Felipão.

Perguntado sobre a possibilidade de Paulinho jogar um pouco mais adiantado e aparecer como homem surpresa no ataque, como muitas vezes faz no Corinthians, Felipão aproveitou para usar o volante como um exemplo de jogador que teve que se adaptar a um esquema tático diferente do que encontra no clube.

"No Corinthians, o jogador que está do lado dele (lateral) passa bem menos. Na seleção temos jogadores que passam um pouco mais. Temos que saber observar e ele sabe fazer isso. O que vemos é que o Paulinho pode jogar lá na frente (no ataque). Isso é lá (no Corinthians). Aqui na seleção é um pouco diferente", explicou.

O técnico foi na mesma linha para defender Neymar das acusações de que não rende o mesmo no Santos e na seleção. "Temos usado o Neymar pelo meio, como segundo atacante e às vezes pelas laterais. Tem se adaptado bem", disse Felipão, que também defendeu o craque das críticas pelo jejum de nove jogos sem marcar. "Não faz o gol porque não está preocupado com o gol, mas servir o companheiro. Ele não tem que fazer gol, tem que ser um jogador útil na seleção."

Na análise de Felipão a seleção "chega bem" à Copa das Confederações. "Estou satisfeito, tenho visto o trabalho desses atletas com muita vontade, o ambiente que eles tão criando entre eles, a cobrança de uma melhora acentuada que eu acho que vem acontecendo", disse.

Na opinião dele, a montagem da equipe passou por dificuldades, mas que já foram superadas. "Não somos uma equipe completa", avisou, porém. Para o treinador, a equipe vem sendo construída e deve render, na Copa das Confederações, mais do que apresentou nos amistosos de preparação. "Nossa qualidade é muito boa. Temos que ter paciência. Acho que demos um pequeno retorno contra Inglaterra e Franca, nada maravilhoso, mas muito bom na minha avaliação."

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