Seleção comemora 25 anos do ouro no Pan-Americano de 87

Comissão técnica e jogadores que venceram os EUA em Indianápolis festejaram as 'bodas de prata' da incrível vitória

VALÉRIA ZUKERAN, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h05

Uma alegre reunião de amigos para um almoço no Clube Pinheiros, em São Paulo, marcou o aniversário de um dos maiores feitos da história do esporte brasileiro: os 25 anos da vitória da seleção brasileira masculina de basquete sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (120 a 115). Esta foi a primeira derrota em casa da história do basquete norte-americano e o início de uma fase de mudanças no esporte daquele país que culminou na formação do Dream Team de jogadores da NBA na Olimpíada de 1992.

O pivô Oscar Schmidt foi ausência sentida no evento - ele não pôde comparecer porque estava nos Estados Unidos - mas o restante do grupo se fez presente, inclusive o técnico Ary Vidal e seu assistente na época, José Medalha, mais o capitão Marcel. O trio fez companhia a Paulinho Villas Boas, Gerson, Pipoka, Rolando, Cadum, Guerrinha, Silvio, Israel, André e Mauri. Os ex-atletas e integrantes da comissão técnica ganharam da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) uma placa comemorativa das "bodas de prata" do ouro pan-americano e a maioria fez questão de comparecer ao evento usando o anel presenteado por Oscar a todos os jogadores por ocasião do aniversário de 20 anos da conquista.

"Antes do jogo não disse nada para eles", relembra Ary Vidal. "Em certo ponto a gente estava em desvantagem de 16 pontos. O Oscar havia feito sete e o Marcel seis. Pedi tempo e disse: 'vocês não estão fazendo nada. Vamos mandar bola?' Eles responderam: 'Vamos'. E aí tudo aconteceu."

Rolando, que na época do Pan estudava nos Estados Unidos, falou sobre o impacto daquela vitória. Disse que teve de andar um mês entre os colegas com a medalha de ouro pendurada no pescoço. "Uma certa noite, na Universidade, dois times jogavam basquete de madrugada, lá pela 1 hora da manhã e, em certo momento, um dos rapazes acertou uma cesta de três e alguém gritou: Oscar Schmidt."

Capitão da conquista, Marcel lembra que os norte-americanos estavam tão despreparados para aquela derrota que levaram uma hora para providenciar o hino nacional brasileiro para a cerimônia de premiação. "Fomos para a praça comemorar e eu abria as latas de cerveja com a medalha. Até hoje se você ver minha medalha ela está arranhada nas bordas pelas cervejas que abri com ela aquela noite." / V.Z.

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