Seleção cubana condena atleta que abandonou a delegação

'Todos sofremos tentações, mas ninguém se deixou levar por elas como ele fez', afirma colega de equipe

Ubiratan Brasil, do Estadão,

16 de julho de 2007 | 23h50

Traidor da pátria - é o que a seleção de handebol de Cuba considera agora o lateral esquerdo Rafael Dacosta Capote que, no fim de semana, abandonou a delegação que está na Vila Pan-Americana e seguiu para São Paulo, onde pretende se fixar.    "Todos sofremos tentações, mas ninguém se deixou levar por elas como fez Capote, agora um traidor cubano", comentou o pivô Denip Fonseca Aleaga, nesta terça-feira à noite, depois de sua equipe derrotar o Chile por 40 a 18.   Aleaga disse que ninguém da equipe percebeu as intenções de Capote, mas sua atitude é imperdoável. "Sabemos que outros países oferecem coisas que não temos no nosso, mas isso não basta para que simplesmente o abandonemos."   Também o técnico Carlos Carrete Galindo condenou a atitude de seu jogador. "Filosófica e esportivamente, o que ele fez foi mesmo um ato de traição, pois deixou uma equipe que confiava em seu trabalho."   A deserção, no entanto, não abateu o time, no entender de seu treinador. "Pelo contrário, agora temos um grupo mais unido e disposto a mostrar que Capote errou ao abandonar um projeto que promete ser vitorioso." Segundo ele, Capote também não afetou seu esquema tática, embora o substituto imediato tenha se contundido.   O meia Randy Diaz de Armas contou que a seleção se surpreendeu com atitude do colega, mas não se abateu. "Foi uma atitude individual que não compromete nem influencia o coletivo", disse.   No cargo desde o início do ano, Galindo disse que não se preocupa com novas deserções por confiar na equipe. Os Jogos Pan-Americanos, no entanto, têm se caracterizado por esse gesto dos cubanos - em Winnipeg, no Canadá, em 1999, por exemplo, 19 membros da delegação, entre jogadores e treinadores, aproveitaram para abandonar o país.

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