Seleção dá o troco na Dinamarca

Jogadoras brasileiras, que dias antes haviam perdido para a equipe europeia, ontem venceram por 2 a 1, de virada, e foram campeãs

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h03

Com uma excelente atuação coletiva e com muitos destaques individuais, a seleção brasileira feminina de futebol venceu ontem, de virada, no Pacaembu, a Dinamarca por 2 a 1 e se sagrou campeã do 3.º Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Mais que uma vitória, e o consequente título, as jogadoras brasileiras conseguiram saborear uma doce vingança sobre o time que as havia vencido na quinta-feira por 1 a 0, derrota que ficara atravessada na garganta.

O grande destaque da partida dessa vez não foi Marta, mas a atacante Érika, autora dos dois gols da vitória brasileira, ambos marcados no segundo tempo, aos 19 e 29 minutos.

A vitória foi mais do que merecida, já que as brasileiras dominaram quase toda a partida, principalmente no primeiro tempo, quando o time não parou de fustigar a defesa contrária. O cronômetro não havia nem marcado 10 minutos e a equipe do Brasil já havia criado três excelentes situações de gol.

Marta, que no último encontro entre os dois times quase não aparecera por causa da firme marcação, ontem conseguiu fugir da perseguição e passou a criar boas jogadas, como aos 15 minutos, quando fez um certeiro lançamento para Fabi dentro da área. Porém, a brasileira desperdiçou a oportunidade.

Aos 24 minutos, mais uma vez o Brasil ficou perto de abrir o placar, dessa vez com Érika, que recebeu fora da área e chutou a bola contra o travessão adversário.

As dinamarquesas, então, reforçaram a defesa para tentar evitar o gol brasileiro que parecia iminente. Com isso, o primeiro tempo terminou injustamente no 0 a 0.

Mas, na segunda etapa, a Dinamarca voltou decidida a atacar e não apenas assistir a Brasil jogar. E o gol que o Brasil não conseguiu fazer nos 45 minutos iniciais, a Dinamarca fez aos 8, quando a camisa 10 Harder foi lançada para chutar cruzado e vencer a goleira Andréia, na saída de gol.

A verdade é que a seleção brasileira não estava repetindo a boa atuação do primeiro tempo. O meio de campo não conseguia organizar mais as jogadas para o ataque e a defesa se mostrava confusa em muitos momentos. Parecia que o filme de horror de quinta-feira - vitória dinamarquesa por 1 a 0 - estava prestes a se repetir.

Reação. Mas a partida continuou, agora com certa predominância da Dinamarca, até que, 11 minutos depois do gol de Harder, em uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Érika, livre dentro da grande área. Ela não titubeou e chutou forte. A bola ainda bateu na parte debaixo do travessão antes de entrar no gol. Era o empate: 1 a 1.

Com o gol, a seleção brasileira reencontrou o bom futebol da primeira etapa e foi para cima das adversárias - empolgada, mas sem perder o foco.

E, aos 29, a estrela da atacante Érika voltou a brilhar intensamente. Numa rebatida da defesa dinamarquesa, a bola veio em sua direção. E ela bateu forte, de sem-pulo, para fazer o gol da virada, para fazer as meninas do Brasil mais uma vez campeãs.

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