Seleção derrota ''fãs'' e está na semi

Atletas chineses pediram autógrafos depois da derrota por 3 a 0

Robson Morelli, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2008 | 00h00

Mais parecia uma sessão de fotos. A cena em nada lembrava a rivalidade de um jogo de quartas-de-final. Nem bem acabou a partida contra a China no vôlei masculino e o atacante Giba foi cercado pelos atletas chineses, seis ou sete. Eles não queriam briga. Queriam autógrafos. Foi uma cena inusitada nos Jogos de Pequim e na própria carreira do atleta.Mais espírito olímpico impossível. Giba ficou sem saber o que fazer. Ainda estava na quadra e na adrenalina da decisão. Na dúvida e para não parecer indelicado com os anfitriões, abraçou um a um os adversários de minutos atrás para atender aos pedidos. Nem mesmo após a entrevista dos capitães, o brasileiro escapou do assédio. O chinês Qiong Shen não teve dúvidas de registrar o momento ao lado de Giba mais uma vez. Sacou a máquina do bolso e fez três fotos. "Isso foi inédito na minha carreira. Também nunca tinha visto algo parecido em Jogos Olímpicos", comentou o atleta brasileiro ainda sem graça. Alguns voluntários da organização também pediram para tirar fotos com Giba e os demais atletas do Brasil.O jogo foi um passeio. O time de Bernardinho passou para a semifinal sem dar a menor chance à China. Ganhou por 3 a 0, com parciais de 25/17, 25/15 e 25/16. A vitória contou ainda com alguns erros de afobação do time. Giba, por exemplo, foi em duas bolas que não eram suas. Quase se chocou com Dante. Tomou um pito de Bernardinho. O Brasil estava tão sólido que sequer se incomodou com alguns erros de arbitragem como em partidas anteriores. O jogo durou 1h07. Nem mesmo a festa da torcida ajudou a salvar a China na competição. Os donos da casa foram eliminados. No terceiro set, quando a torcida percebeu o tamanho do passeio, tratou de "brincar" nas numeradas. Não queria mais saber do jogo. O passo seguinte do time de Bernadinho em Pequim é a Itália, sexta-feira às 9 horas (de Brasília). Quem vencer, fará a grande final. O Brasil luta pelo bicampeonato olímpico. Os outros finalistas são Estados Unidos e Rússia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.