Seleção feminina de futebol vai onde nem Pelé foi

Equipe enfrenta nesta terça-feira a Grã-Bretanha em Wembley , estádio onde o Rei do Futebol lamenta nunca ter jogado

MIKE COLLETT, Reuters

30 de julho de 2012 | 18h28

LONDRES - A seleção brasileira de futebol feminino irá conseguir algo que nem Pelé, o maior futebolista de todos os tempos, conseguiu quando jogarem no Estádio Wembley na terça-feira.

Uma das coisas que Pelé mais lamenta é que todas as vezes em que estava prestes a jogar em Wembley o destino interveio, mas Marta, Cristiane, Formiga e companhia darão o passo que ele nunca deu ao enfrentar a Grã-Bretanha na Olimpíada em sua última partida do Grupo E.

O técnico Jorge Barcellos disse que a equipe está "muito empolgada" com a partida, que decidirá quem vence e quem fica em segundo lugar no grupo, no qual as duas seleções estão classificadas para as quartas de final. Brasil e Grã-Bretanha têm seis pontos cada de duas vitórias, enquanto Nova Zelândia e Camarões já estão eliminados depois de perderem seus jogos de abertura.

"Elas não estão nervosas, estão felizes de estar aqui, e eu também, como técnico. É o sonho de todos jogar em Wembley, é um dos grandes estádios do mundo e será muito especial para nós."

"Haverá um público de talvez 70 ou 75 mil, e não é todo dia que mulheres jogam diante de uma plateia dessas. Mas estamos prontos e em forma, embora eu possa fazer algumas mudanças no time para a partida."

Barcellos, cujo combinado bateu os Camarões por 5 x 0 em sua partida inaugural e precisou de um gol tardio de Cristiane para derrotar a Nova Zelândia por 1 x 0 no jogo seguinte, minimizou a perspectiva de uma medalha de ouro, embora a equipe esteja entre as favoritas a conquistar o título pela primeira vez.

"Não estou pensando nisso agora", disse ele. "Estou concentrado só na partida contra a Grã-Bretanha. É quase a partida que pode ser disputada na semifinal ou final, mas há muitos bons times ainda envolvidos na competição."

"Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Suécia, França, até a Coreia do Norte, cada seleção tem suas estrelas e vai ser muito, muito duro amanhã."

Ele ainda riu de uma insinuação de que as jogadoras do Brasil podem constranger seus colegas homens se conquistarem o ouro e Neymar, Oscar, Sandro e companhia fracassarem pela primeira vez.

"Nem tampouco estou pensando nisso. Somos ambos apoiados pela mesma federação e queremos levar dois ouros para casa", sorriu ele.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.