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Seleção feminina de hóquei sobre grama dá adeus aos Jogos do Rio

Equipe não será enviada à Liga Mundial, e não conseguirá patamar técnico mínimo para disputar a Olimpíada disputada em casa

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2014 | 05h00

Os praticantes de algumas modalidades olímpicas pouco difundidas no Brasil sonhavam que, com a participação na Olimpíada do Rio, poderiam iniciar um período de crescimento. As meninas da seleção feminina de hóquei, aparentemente, vão ter que continuar apenas sonhando.

Na última segunda-feira, a Confederação Brasileira de Hóquei sobre a grama e indoor (CBHG) comunicou oficialmente que o Brasil não vai participar da Liga Mundial, que será disputada no próximo mês em Guadalajara, no México. 

Para poder participar dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, o Brasil teria que apresentar um patamar técnico mínimo - a Federação Internacional só garantiria a participação do país anfitrião se a seleção ficasse entre as 40 primeiras do ranking até o final deste ano - atualmente é a 41.ª. A última oportunidade para pontuar seria a Liga.

"A CBHG precisava do apoio da Federação Catarinense, que havia sido prometido por uma empresa do estado. Como esse patrocínio não foi confirmado, a participação foi cancelada”, diz Bruno Patrício, gerente-geral da CBHG.

Haveria ainda a possibilidade de a seleção feminina ser incluída na Olimpíada via convite da Federação Internacional, mas essa hipótese é considerada pouco provável por Bruna Ferraro, uma das principais jogadoras da seleção feminina - ela defendeu uma equipe belga na última temporada, e na próxima jogará por um time de Nantes.

“O problema é que a Confederação Brasileira perdeu a credibilidade. A Federação Internacional não vai alterar suas regras para incluir a seleção de uma entidade que fez diversas promessas, como a de estruturar um campeonato nacional e desenvolver o hóquei no país, e nunca cumpriu.”

A seleção brasileira masculina vai participar da Liga Mundial, com despesas pagas pela CBHG, que recebeu R$ 1,7 milhão via Lei Piva, que destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB.

Segundo o acordo com a Federação Internacional, a seleção masculina precisa se colocar entre as 30 melhores do mundo para ir ao Rio - ocupa atualmente a 34.ª posição.

Essa diferença de tratamento é criticada pelas jogadoras. “Essa é uma decisão burra. As chances da seleção feminina de obter um bom desempenho na Olimpíada são melhores do que as da masculina. A diferença tática, técnica e física do Brasil em relação às principais potências, como Holanda, Austrália e Espanha, é maior no masculino do que no feminino. Estou muito triste, porque há muito tempo treinamos para chegar a um nível decente”, lamenta Bruna. 

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