Seleção feminina já estuda adversárias

Time começou ontem a ver vídeos das rivais nos Jogos

Bruno Lousada, RIO, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2008 | 00h00

A Olimpíada de Pequim já começou para a seleção brasileira feminina de vôlei. O técnico José Roberto Guimarães começou ontem a analisar os vídeos dos 11 países rivais que vão disputar a competição. O Brasil caiu no grupo da morte, formado por Rússia, Itália, Sérvia, Casaquistão e Argélia. Os quatro melhores times de cada uma das duas chaves avançam para as quartas-de-final. "A cobrança será grande. Não podemos falhar", alertou José Roberto, que vai estudar também os adversários do outro grupo(Japão, Venezuela, Polônia, Cuba, China e Estados Unidos), pois o Brasil deve enfrentá-los na fase mata-mata. "A seleção brasileira não é favorita absoluta. Cuba é experiente e perigosa; a Itália e a Rússia são fortes; e os Estados Unidos são chatos, assim como a Sérvia e o Japão", comentou ontem, após o treino da equipe no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. "Estou preocupado com tudo", admitiu o treinador, para quem o time não pode tirar os pés do chão, embora tenha conquistado neste mês o sétimo título do Grand Prix. "Nosso saque melhorou, mas acredito que o passe vai fazer a diferença nessa Olimpíada."Eleita a melhor jogadora do Grand Prix, a ponta Mari rejeita qualquer rótulo de estrela da companhia e quer dividir responsabilidades. Adotou o discurso de que ninguém perde ou ganha sozinho. Nos Jogos de Atenas, em 2004, ela sentiu que a derrota do Brasil para a Rússia, na semifinal, pesou mais para ela. Na época, foi tachada como a principal responsável pelo fracasso da equipe e não achou justo. "Ninguém tem de ser sacrificado em caso de derrota", comentou Mari, que participará de sua segunda Olimpíada. "A culpa é sempre do grupo e não somente de uma atleta", reforçou, certa de que o time está unido. Uma mescla de atletas novatas e experientes em Jogos Olímpicos. Esta é a seleção brasileira que brigará pela medalha de ouro. Debutando em Olimpíada, a líbero Fabi garante que não vai se intimidar em Pequim. Sua euforia é tão grande quanto a ansiedade de entrar em quadra e bater bola para valer. "Olimpíada tem uma áurea diferente, mas não é nenhum bicho de sete cabeças", emendou, sem nenhum conhecimento de causa. "Não ligo para pressão. A gente já passa por isso há três anos", destacou, com personalidade.?ACREDITE!?A seleção já respira os Jogos Olímpicos, mesmo à distância. No restaurante do Centro de Treinamento em Saquarema, um cartaz foi fixado com a inscrição: "Se você está aqui, o pódio será seu destino. Acredite!" José Roberto espera contar com um "reforço de peso" em Pequim. A psicóloga Samia Hallage, que acompanhou a seleção no Grand Prix, ainda não sabe se vai à Olimpíada. O treinador lamentou o possível desfalque. "Se não for, ela vai fazer falta", comentou.

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