Seleção leva dono a fechar sorveteria

Presença de craques brasileiros provoca correria no shopping; hoje, time volta aos treinos

Luiz Antônio Prosperi e Sílvio Barsetti, O Estadao de S.Paulo

23 de junho de 2009 | 00h00

No primeiro dia de folga desde que se apresentaram à seleção brasileira em 1º de junho, os jogadores visitaram ontem o Shopping Nelson Mandela Square, situado no centro de Johannesburgo, e obrigaram o dono de uma sorveteria a fechar a loja por causa do tumulto do lado de fora. Aos poucos, dezenas de pessoas que frequentavam o centro de compras começaram a se aglomerar para tentar ver e identificar os atletas.Logo, alguém avistou Kaká e Robinho e a euforia aumentou. Havia outros jogadores no grupo. Todos ficaram, então, na sorveteria fechada à espera de cinco seguranças do shopping para que pudessem deixar o local sem problemas.A seleção treina hoje na cidade e começa a preparação para o jogo de quinta-feira, contra a África do Sul, pela semifinal da Copa das Confederações, no Ellis Park.É questão de honra no grupo rejeitar os comentários de superioridade técnica. Aliás, tem sido uma norma no comando de Dunga. De Julio Cesar a Robinho, todos afirmam que, para ser campeão, é preciso encarar os adversários com seriedade."A seleção respeita e sempre vai respeitar seus adversários. Sabemos que a África do Sul tem um time de velocidade, de correria mesmo. Até parece um pouco com o nosso. Eles estão em casa e não podemos vacilar", avisa Robinho.Julio Cesar conhece bem o estilo de Joel Santana, treinador da seleção sul-africana. "Foi meu treinador no Flamengo. Dentro de campo é um dos caras mais sérios que vi no futebol. Fora, é um brincalhão. Os times dele sempre jogam com seriedade. Ele merece respeito."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.