JONNE RORIZ/AE
JONNE RORIZ/AE

Seleção masculina de basquete volta aos Jogos com vitória apertada

Brasil venceu a Austrália por 75 a 71 no primeiro jogo do Grupo B da Olimpíada de Londres

AE, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 09h31

LONDRES - Depois de 16 anos, o basquete brasileiro não apenas reestreou em Olimpíadas neste domingo como também relembrou as emoções dos Jogos. Diante de um adversário tecnicamente mais fraco, o time do técnico Rubén Magnano mostrou nervosismo, errou em momentos decisivos, mas mesmo assim venceu a Austrália por 75 a 71, no primeiro jogo do Grupo B da Olimpíada de Londres.

Os dois times já haviam se enfrentado no domingo passado, de forma amistosa, na França. E, na ocasião, a vitória do Brasil foi bastante mais fácil, por 87 a 71. O garrafão desta vez não funcionou tão bem quanto uma semana antes, com os três pivôs da NBA somando 27 pontos e 21 rebotes, uma média de 23 minutos em quadra cada.

Com isso, o grande destaque do Brasil foi Marcelinho Huertas, que fez 15 pontos (um a menos que Leandrinho, o cestinha do time) e distribuiu 10 das 13 assistências que os brasileiros conseguiram no jogo. O melhor da partida, porém, foi o australiano Patrick Mills, companheiro de Tiago Splitter no Spurs, que anotou 20 pontos, pegou sete rebotes e deu quatro assistências.

Depois de 16 anos esperando para voltar à Olimpíada, o Brasil repetiu alguns dos vícios vistos neste período de ausência. E o maior deles esteve representado por Marcelinho Machado, que, em 15 minutos, tentou 10 arremessos de quadra - oito deles de três pontos -, mas só acertou dois, fazendo cinco pontos no jogo. E o flamenguista ainda perdeu duas bolas.

Mas não foi só Marcelinho Machado que exagerou nos arremessos de três. No total foram 15 tentativas e apenas dois acertos. Mesmo nos chutes de dois pontos o aproveitamento foi fraco, ficando abaixo de 50%. A equipe também cometeu excessivos erros no ataque, com 15 bolas perdidas durante a partida.

O JOGO

O primeiro quarto foi bastante equilibrado, com os australianos fechando na frente, com 20 a 19, aproveitando que a defesa do Brasil não estava encaixada. Na volta para o segundo quarto, o problema passou a ser o ataque, com a bola só caindo na cesta australiana depois de três minutos. E assim seguiu até o fim do primeiro tempo, com o Brasil indo para o intervalo vencendo por 36 a 35.

Técnico campeão olímpico em Atenas, Magnano corrigiu o time no intervalo. Em três minutos, foram 12 pontos do Brasil, contra apenas dois dos australianos. E apesar do abuso de erros, a vantagem seguiu em torno de dez pontos até meados do último quarto. Foi quando as bolas de três pontos da Austrália começaram a cair, reduzindo a diferença para quatro pontos.

Nos dois minutos finais, Leandrinho chamou a responsabilidade. No primeiro lance, bateu bola por 20 segundos, infiltrou e sofreu a falta, acertando os dois lances livres. No segundo, tentou um arremesso de três pontos, bem marcado, e mandou longe da cesta. Na terceira, pegou um rebote na defesa e fez falta de ataque bizarra no contra-ataque, jogando o corpo sobre o adversário.

Na cobrança dos tiros livres, a Austrália diminuiu para dois pontos a desvantagem, faltando 29 segundos para o fim da partida. Na que poderia ser sua última posse de bola, o Brasil vacilou duas vezes, mas os australianos acabaram por fazer falta em Marcelinho Huertas. O armador acertou os dois tiros livres, ampliou a vantagem para quatro pontos a cinco segundos do fim e assegurou a vitória na estreia.

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