Seleção masculina de vôlei passeia contra os tunisianos

Equipe de Bernardinho, que completou 400 jogos na seleção, entre masculino e feminino, fecha jogo em 1h15

SÍLVIO BARSETTI , ENVIADO ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h03

Uma estreia olímpica sem nenhum gesto mais exaltado do técnico Bernardinho não deixa dúvidas quanto ao placar de Brasil x Tunísia, ontem à noite, no Earls Court. A vitória por 3 a 0 (25/17, 25/21 e 25/18) do time de Bruninho e companhia ainda não é suficiente para saber se a equipe se recuperou do "apagão" sofrido na Liga Mundial, quando perdeu seis das 14 partidas disputadas e acabou eliminada precocemente. O confronto com a Tunísia, a mais fraca do Grupo B, durou apenas 1h15, e mostrou uma seleção vibrante, apesar de algumas falhas de bloqueio e recepção.

De acordo com o site oficial da Federação Internacional de Vôlei, Bernardinho completou ontem 400 jogos como técnico da seleção brasileira, masculina e feminina. Isso poderia até justificar suas reações mais controladas. Desde que ele soubesse do feito. "Isso é novidade pra mim. Quatrocentos, já? Passou rápido", comentou.

A seleção começou bem melhor, impondo-se em quadra. Lucão se destacava nos ataques, enquanto Bruninho deixava os adversários atônitos a cada variação de jogadas. Bernardinho deixou Rodrigão e Giba a maior parte do tempo entre os reservas. Os dois veteranos foram devidamente poupados. O primeiro set levantou o público no lance que culminou com o 24.º ponto do Brasil. Wallace foi buscar uma bola que parecia perdida. Atirou-se ao chão, derrubou um painel que delimita a quadra, e conseguiu dar sequência à jogada. Vissotto completou o ponto.

A Tunísia não oferecia resistência, mas cresceu no segundo set, aproveitando-se de desatenção passageira do Brasil. Aos poucos, porém, os favoritos voltaram a ter o controle do jogo. Lucão aparecia nas horas mais complicadas para desequilibrar. A vitória por 25 a 21 não tirou Bernardinho do sério, mas ele reclamou de falhas da equipe. Tudo num ritmo que não lhe é característico: sem nenhum exagero. Foi nesse set que escalou Giba, até então mero espectador.

Amanhã, o Brasil enfrenta a Rússia, um rival na luta por medalha em Londres. A partida promete ser tensa. Ou seja, Bernardinho certamente vai dar mais opções a fotógrafos e cinegrafistas que gostam de flagrar suas expressões mais incontidas.

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