Luca Bruno/AP
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Seleção passa sufoco até chegar em Londres

Por causa de ônibus quebrado, viagem que levaria 2 horas demorou quase 7; técnico criticou a organização dos Jogos

Sílvio Barsetti, Enviado especial / Londres, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2012 | 03h09

LONDRES - O tom era de tanta indignação que ontem o técnico Jorge Barcellos desabafou. Não conseguia uma explicação para o que considerou descaso da organização dos Jogos de Londres com a seleção brasileira. No domingo, quando ia de Cardiff para Londres, o ônibus que trazia as atletas quebrou na estrada. Começava ali uma grande confusão, só revelada ontem, que irritou o elenco brasileiro.

A viagem deveria levar duas horas e se estendeu por quase sete. Primeiro, não havia um ônibus reserva para transportar a equipe. Marta e suas colegas ficaram retidas no veículo enquanto esperavam uma solução. Depois de mais de duas horas, um ônibus com a logomarca London 2012, que tinha outro destino, passou pelo local e foi interceptado pelo motorista.

Após uma negociação rápida, ficou combinado que o ônibus levaria as jogadoras. Mas aí surgiu outro imprevisto. O motorista que socorreria o grupo estava com sua cota diária de horas de trabalho vencida e ele precisava da autorização de um policial para voltar a dirigir naquela tarde/noite. Mais algumas horas de espera. Finalmente, depois de tudo resolvido, a equipe foi para a Vila Olímpica.

"Um descaso. Fiquei impressionado. Um torneio desse porte. A demora de se tomar uma iniciativa para resolver a situação foi absurda", declarou Barcellos.

Depois dos incidentes, a equipe - invicta e já classificada - enfrenta hoje às 15h45 (horário de Brasília) a anfitriã Grã-Bretanha na disputa pelo primeiro lugar do Grupo A. Durante o treino, realizado em um clube afastado do centro de Londres, o Long Lane Junior Football Club, Barcellos permitiu apenas 15 minutos de atividades abertas à imprensa. Em seguida, ensaiou jogadas para surpreender as britânicas.

"Deve ser um jogo equilibrado e é importante para a nossa equipe passar por essa situação agora", declarou o treinador.

Templo do futebol. Barcellos afirmou que o local da partida - o estádio Wembley -, que deverá receber 75 mil torcedores, será uma motivação extra.

"Elas não estão nervosas. Estão felizes de estar aqui, como eu estou. É o sonho de qualquer um jogar em Wembley, um dos estádios mais importantes do mundo. A partida será especial."

O técnico voltou a falar sobre os favoritos ao ouro e citou os Estados Unidos, a Suécia e o Japão, o atual campeão mundial, e o Brasil, que ganhou prata nas duas últimas edições dos Jogos.

A seleção brasileira vai jogar com Andreia; Fabiana, Bruna Benites, Erika, Renata Costa e Maurine; Ester, Francielle e Formiga; Cristiane e Marta.

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