Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Seleção quer se impor em amistoso

Contra os britânicos, Mano Menezes quer ver um Brasil tão agressivo quanto foi contra a Argentina

Mateus Silva Alves, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 11h03

SAINT ALBANS - Jamais na história da seleção brasileira uma derrota para a Argentina foi tão bem recebida quanto a do dia 9 do mês passado, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Apesar da óbvia decepção com o placar de 4 a 3 para os vizinhos, público e crítica aprovaram a atuação do time olímpico do Brasil naquele amistoso, agradando até mesmo o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. E ninguém ficou tão satisfeito quanto Mano Menezes, tanto que na cabeça do técnico aquela partida virou um modelo a ser seguido. A começar por esta sexta-feira, quando a Seleção fará seu único amistoso de preparação para os Jogos Olímpicos, às 15h45 (horário de Brasília), em Middlesbrough, contra a Grã-Bretanha, anfitriã da Olimpíada. A rádio Estadão/ESPN transmiste a partida ao vivo à partir das 15h30.

Naquela tarde de sábado em Nova Jersey, os meninos brasileiros surpreenderam quem acreditava que eles iriam levar um baile da equipe principal da Argentina. Pois os garotos jogaram como gente grande, no ataque, querendo sempre assumir o controle do jogo. É exatamente isso o que Mano quer ver hoje, um time agressivo, que pressione a defesa adversária para roubar a bola perto do gol britânico. E é isso, evidentemente, o que o treinador gaúcho deseja ver na partida contra o Egito, na quinta-feira, a primeira do Brasil nos Jogos Olímpicos.

"Nós fizemos alguns amistosos fortes, como esse contra a seleção da Argentina, e penso que se fomos capazes de fazer o que fizemos contra o time principal da Argentina, temos de fazer mais e melhor contra equipes sub-23", afirmou Mano, para logo em seguida soltar uma frase que resume o que o amistoso nos Estados Unidos significa: "Penso que aquele jogo é o nosso parâmetro."

Para o treinador, depois de uma atuação tão animadora em um jogo tão difícil, qualquer coisa menor do que aquilo será uma decepção, especialmente porque o adversário de hoje (assim como todos os que o Brasil enfrentará na Olimpíada) é jovem, tem poucos jogadores de primeiro escalão - na verdade, tem só um, o veterano Giggs.

FORMAÇÃO REPETIDA

Como já se sabe há bastante tempo, Mano Menezes vai repetir hoje o time que perdeu para Messi, ou melhor, para a Argentina, com exceção da volta de Thiago Silva, que não disputou aquela partida por causa de uma lesão no joelho direito - o zagueiro Bruno Uvini jogou em seu lugar.

A formação tática também será a mesma, com Oscar armando as jogadas de ataque pelo lado direito, Hulk fazendo o mesmo pela esquerda e Neymar jogando pelo meio, mas com liberdade para se deslocar para onde quiser. Leandro Damião será o único jogador fixo no ataque.

Rafael Silva, lateral-direito do Manchester United (o sobrenome foi acrescentado para distingui-lo do goleiro Rafael Cabral), ganhou a posição de Danilo justamente no jogo contra a Argentina, onde se não brilhou, também não comprometeu. Ele, no entanto, não é o que se costuma chamar de titular absoluto, por isso precisa jogar bem hoje para não correr o risco de voltar para o banco, onde estará sentado Paulo Henrique Ganso. "Atropelado" por Oscar na disputa pela camisa 10 da seleção olímpica, o meia do Santos espera ter a chance de estar em campo pelo menos por alguns minutos para começara a recuperar o brilhante futebol que não exibe há séculos. Não será nada fácil.

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