Sem a música, Daiane quase parou

Quando a música parou de tocar, durante a sua apresentação na prova do solo, neste domingo, no Ibirapuera, Daiane dos Santos pensou em interromper a série e começar tudo de novo. Mas, ao som das palmas do público, ela continuou e conseguiu conquistar a medalha de ouro na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica."Parou de tocar a música... o que eu pensei? Fazer o quê? Vou continuar e continuei a série normalmente", disse Daiane, de 22 anos, que usou a experiência de quem tem seis medalhas de ouro no solo em etapas da Copa do Mundo, nas duas últimas temporadas, para driblar o problema."Ela parou na diagonal, olhou para mim e eu falava ?Vai?. Ela olhou a segunda vez e eu repeti: ?Vai?. Porque se ela parasse teria de fazer tudo outra vez, o que sempre é um risco. O tempo de descanso seria muito pequeno e fazer a série em seguida não seria fácil. Então, é melhor terminar a série sem a música do que repetir tudo outra vez", explicou Eliane Martins, diretora de seleções da Confederação Brasileira de Ginástica. "Eu olhei para a Eliane ela falou vai, vai e eu fui. Já tinha feito mais da metade, só faltava a final, não ia colocar tudo no lixo", contou Daiane.

Agencia Estado,

10 de abril de 2005 | 17h53

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