Jim Urquhart/Reuters - 1/4/2011
Jim Urquhart/Reuters - 1/4/2011

Sem acordo, EUA podem ficar sem próxima temporada da NBA

Negociações fracassaram mais uma vez, e jogadores conversam com clubes da Europa

Gustavo Chacra - Correspondente, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 00h00

NOVA YORK - A próxima temporada da NBA corre o risco de não acontecer. As negociações entre jogadores e os donos dos times fracassaram mais uma vez nesta quarta-feira e a perspectiva de avanço diminuiu com a aproximação da data para o início dos treinos. Alguns atletas, diante da possibilidade de greve, começam a negociar sua transferência para times da Europa.

"Dissemos aos jogadores que provavelmente a temporada não começará na data prevista e eles precisam se preparar", disse o presidente da associação dos atletas, Billy Hunter, depois de encerrada a fracassada reunião com líderes dos times e também da própria NBA.

Com treinos previstos para daqui a duas semanas, o campeonato teria início, se houvesse acordo, no dia 1.º de novembro. Mas poucos acreditam que será possível cumprir o cronograma. Existe o risco de a temporada ser suspensa ou de ter uma duração menor. Em 1998-99, última vez em que ocorreu uma greve, foram apenas 50 jogos por equipes e a temporada começou em janeiro.

"Nós fomos para as negociações com dois objetivos. O primeiro era econômico, mas o segundo, tão importante quanto, é permitir que todos os 30 times tenham condições de competir pelo título", disse Adam Silver, que representa a administração da NBA. Na última temporada, a Liga teve um prejuízo de US$ 300 milhões (cerca de R$ 510 milhões) e 22 equipes também fecharam no vermelho.

Dois são os pontos que emperram as negociações. O primeiro, proposto pela NBA e a maioria dos times, visa a aumentar a competitividade, prevê a imposição de um teto salarial mais rigoroso aos atletas, de US$ 45 milhões por time (atualmente, são US$ 58 milhões). Assim, as equipes seriam niveladas, de uma forma similar à do futebol americano. Os jogadores rejeitam e querem um acordo mais próximo do beisebol, onde equipes como o Yankees podem pagar salários milionários a seus atletas, enquanto outros times não possuem as mesmas condições.

O segundo ponto de divergências envolve a parcela que cada um teria da renda gerada. Os jogadores, que atualmente recebem 57%, aceitam reduzir para 54%. Mas a NBA e os times defendem uma redução para pouco mais de 40%.

ANO DIFÍCIL

510 milhões de reais foi o prejuízo da NBA na temporada passada

22 times fecharam no vermelho

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