Sem adversários, o favoritismo é da Brawn para obter a terceira vitória

"Favoritismo se demonstra dentro da pista", costumava dizer Ayrton Senna. Inquestionável, mas a vantagem técnica dos carros de Jenson Button e Rubens Barrichello, da Brawn GP, é tão significativa que só mesmo um problema com o equipamento, erro na condução ou o envolvimento num acidente poderá tirar de um dos dois a vitória no GP da China. Não há indícios de que terão adversários tão bem preparados. Nas simulações de corrida, no treino livre de sexta-feira no circuito de Xangai, Button e Rubinho foram os que estabeleceram sempre as melhores séries de voltas. Com uma vantagem extra: o desgaste dos pneus, notadamente os extramacios, é um pouco menor no seu caso. "Mas ainda assim os pneus terão um papel chave da definição do vencedor", afirmou Rubinho. "Os pneus extramacios caem assustadoramente de desempenho depois de cinco voltas e os duros demoram para aquecer." Fernando Alonso, da Renault, comentou não existir opção estratégica. "Um primeiro stint (série de voltas) curto, com pneus duros, para não ter o carro pesado e comprometer nossa classificação para o grid, um segundo stint o mais longo possível, também com pneus duros, e o terceiro, com os pneus extramacios, com o menor número de voltas que der." O GP terá 56 voltas, no traçado de 5.451 metros. A prova começa às 4 horas, horário de Brasília. Pouca gente acompanhará a corrida nas arquibancadas. O ingresso mais barato para os três dias custa 40 euros (R$ 120,00) e o salário médio de um trabalhador nas muitas fábricas na cidade é de 200.

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