Jose Patricio/AE
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Sem ataque, zaga salva Corinthians

Desfigurado e sem opções ofensivas, time de Tite derrota Internacional por 1 a 0 no Pacaembu com um gol de cabeça de Paulo André no segundo tempo

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h03

Muita transpiração e pouca inspiração. Assim pode ser definida a participação do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Ontem, diante do Internacional no Pacaembu, não foi diferente. Com muito suor, o campeão da América conseguiu uma apertada vitória por 1 a 0, aumentando a sua invencibilidade para nove rodadas.

De grão em grão, na base do conta-gotas, o Alvinegro vai se distanciando cada vez mais da zona do rebaixamento e se aproximando do bloco dos líderes. Hoje é o nono colocado, e a meta de Tite é terminar o primeiro turno entre os dez primeiros.

Para o desgosto dos 27.282 torcedores que compraram ingresso, os dois times mostraram disposição, correria e disputaram cada palmo do gramado com muita raça, mas futebol que é bom, nada. Faltou qualidade técnica. E muita.

Tanto Corinthians como Inter ficaram devendo. Não foram capazes de trocar passes com criatividade, fazer triangulações ou buscar as beiradas do campo. Nem as jogadas individuais deram certo.

Para dificultar a vida do adversário, os gaúchos marcavam a saída de bola do Corinthians quase em cima da área de Cássio. E o Corinthians concentrava os seus homens no meio de campo, não dando espaço para os meias do Inter tentarem acionar os atacantes.

O Colorado apostava nas bolas pelo alto para o ex-corintiano e estreante Rafael Moura, que chegou a marcar um gol, mas o juiz corretamente assinalou impedimento. O Corinthians respondia com as investidas de Adílson pela esquerda. Mas foram raras as oportunidades em que o atacante recebeu a bola em condições de tentar arriscar alguma jogada mais incisiva para cima dos seus marcadores.

E muita da culpa da falta de ofensividade da equipe era de Douglas. Sua função era fazer a bola girar de um lado para o outro, buscar jogadas em profundidade, fazer os atacantes participarem mais do jogo. Enfim, chamar a responsabilidade. Mas Douglas preferiu se esconder. Quase não pegou na bola e quando pegava era para apenas tocar de lado.

Nova atitude. No segundo tempo o Corinthians bem que tentou acelerar o ritmo. Mas com o Inter muito bem postado na defesa, o máximo que a equipe de Tite conseguia era ameaçar em escanteios. Sem espaço, o Alvinegro passou a usar o mesmo recurso do Colorado: as bolas aéreas. E foi assim que chegou ao gol.

Aos 23 minutos, Douglas cobrou falta na cabeça de Paulo André, que só teve o trabalho de desviar para colocar o Corinthians em vantagem.

Mesmo atrás no placar o Inter não oferecia perigo. Corria, brigava, mas não chegava nem perto de Cássio. Enquanto isso, o Alvinegro só esperava o tempo passar. Os jogadores trocavam passes sem pressa, faziam cera. A Fiel pediu a entrada de Zizao, mas o pragmático Tite não atendeu. Preferiu colocar os garotos Denner, Marquinhos e Giovanni. O jogo estava sob controle, mas qualquer vacilo poderia ser fatal. Foi um típico 1 a 0 desse Corinthians de Tite. Sem brilho, porém eficiente.

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