Sem brilho, Brasil de Mano ganha a 3ª

Daniel Alves e Pato marcam na vitória sobre a Ucrânia por 2 a 0, na Inglaterra. E juiz ajuda ao anular gol do rival

Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2010 | 00h00

Não foi desta vez que o Brasil encontrou adversário capaz de lhe impor grandes dificuldades. No terceiro jogo sob o comando de Mano Menezes, a seleção brasileira fez uma partida sem muito brilho, mas venceu a Ucrânia por 2 a 0, ontem, em Derby County, na Inglaterra. Com uma ajudinha da arbitragem, que anulou gol legítimo dos ucranianos quando o placar apontava 1 a 0, Mano se tornou o primeiro treinador a vencer seus primeiros três compromissos com a seleção desde Carlos Alberto Parreira, em 1992.

Depois da vitória sobre Estados Unidos (2 a 0) e Irã (3 a 0) e do jogo de ontem, o Brasil terá seu primeiro grande desafio, a Argentina, dia 17 de novembro, em Doha, no Catar. Apesar do tom de renovação que ditou as convocações até agora, alguns veteranos da Copa do Mundo deverão aparecer na lista para o confronto com os argentinos.

"Pude reforçar algumas ideias. São coisas que não divulgamos, mas acho que todos podem ter uma noção do que pensamos", disse Mano, sem querer antecipar nada.

Nomes como Julio Cesar, Gomes, Lucio, Maicon e Ronaldinho Gaúcho podem ter sua vez com o novo técnico. Mano ficará na Europa para acompanhar três jogos. São eles: Milan x Chievo, pelo Italiano; Real Madrid x Milan, pela Liga dos Campeões; e Inter x Tottenham, também pela Liga dos Campeões.

No primeiro tempo, o Brasil não encontrou dificuldades para se impor. A Ucrânia tentava travar os avanços brasileiros com faltas, muitas vezes ignorando o caráter amistoso do confronto. Algumas entradas eram excessivamente duras e David Luiz chegou a se desentender com Milevskiy. Mais tarde, Ramires, que já havia recebido cartão amarelo por falta dura, cometeu a imprudência de revidar uma entrada de carrinho de Poloviy com um pisão no adversário. Para sua sorte, a arbitragem resolveu aplicar apenas o cartão amarelo.

A melhor solução para o Brasil eram os avanços pelas laterais. Daniel Alves, pela direita, e André Santos e Robinho, pela esquerda, encontravam espaços. David Luiz perdeu grande chance, aos 22, pouco antes do primeiro gol, que viria com boa dose de categoria e uma pitada de sorte. Robinho recebeu pela esquerda e acertou bom cruzamento para Daniel Alves. O lateral emendou de primeira, a bola desviou na zaga e entrou no canto direito.

No único cochilo canarinho, o juiz inglês Martin Atkinson fez o favor de consertar a falha da defesa com um erro grave. Aliev aproveitou passe de Gusiev e chutou forte. O lance foi anulado erradamente por suposta falta de Milevskiy em Lucas. Alexandre Pato acertaria a trave, a mesma que salvaria o Brasil no segundo tempo em chute de Rotan.

O atacante do Milan, mais tarde, deixaria o seu, o terceiro em três jogos. Quando a segunda etapa se arrastava e os ucranianos começavam a gostar do jogo, Pato tratou de liquidar a fatura. Recebeu cruzamento de Carlos Eduardo, aos 18, girou sobre a marcação e finalizou com tranquilidade para garantir a vitória.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.