Sem brilho, Espanha bate Nigéria e encara Itália na semi

A delegação permanecerá em Fortaleza, onde vai reeditar a final da Eurocopa do ano passado

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

23 de junho de 2013 | 18h05

SÃO PAULO - Sem o mesmo brilho das últimas partidas, a

No entanto, os africanos recusaram o papel de coadjuvantes e, com uma postura ousada, partiram para o ataque. Aos 10 minutos, em contra-ataque, trocaram passes rápidos na entrada da área, mas Mikel demorou para finalizar e perdeu a chance. Aos 20, Mba recebeu na entrada da área e bateu com perigo. Valdés fez grande defesa.

A Nigéria equilibrou o jogo e chegou a exibir mais finalizações que o rival, conhecido pelo jogo ofensivo. Aos 32 minutos, as estatísticas marcavam 9 chutes dos africanos, contra 6 dos europeus. Sem o mesmo domínio dos confrontos anteriores, a Espanha tinha "apenas" 56% da posse de bola.

Mas, enquanto se arriscava no ataque, a Nigéria corria riscos na defesa. Em contra-ataques, Pedro e Fàbregas desperdiçaram chances incríveis, aos 8 e aos 11 minutos. Soldado também teve oportunidade de ampliar o placar, aos 26 e aos 31. Em ambas parou na defesa de Enyema. No melhor lance antes do intervalo, Fàbregas lamentou quando completou cruzamento de Soldado na trave e a bola voltou direto nas mãos do goleiro Enyema.

Não eram apenas os espanhóis que sofriam nas finalizações. A Nigéria seguia com dificuldade no ataque no início da segunda etapa. Aos 5 minutos, Musa cruzou da direita e Ideye, com o gol praticamente vazio, não conseguiu converter.

Em busca do segundo gol, para "matar" o jogo, Del Bosque trocou Fàbregas e Soldado por David Silva e Fernando Torres. E teve sucesso aos 16 minutos. Em sua primeira jogada, Torres se antecipou à zaga, acertou a cabeça, após cruzamento de Pedro, e anotou o segundo gol espanhol. Foi o quinto gol do atacante, isolado na artilharia da competição.

A Nigéria chegou a ter oportunidades para responder, ou ao menos reduzir a vantagem espanhola, mas revelava todas suas limitações no ataque. Nem o meia Mikel, principal jogador da equipe, fazia a diferença. A grande chance dos nigerianos aconteceu aos 28 minutos, quando Muhammad recebeu sozinho dentro da área e bateu para fora.

Mais tranquilo, o time espanhol mantinha sua estratégia de trocar passes no meio até surgir o melhor momento para o bote. A oportunidade surgiu aos 42 minutos. Sergio Ramos bateu falta na defesa com rapidez e lançou Alba, que passou pelo marcador, deixou o goleiro para trás e só empurrou para as redes, selando a vitória dos europeus.

FICHA TÉCNICA

NIGÉRIA 0 x 3 ESPANHA

NIGÉRIA - Enyema; Ambrose, Oboabona, Omeruo (Egwuekwe) e Echiejile; Ogude, Mba (Ogu) e Mikel; Akpala (Muhammad), Musa e Ideye. Técnico: Stephen Keshi.

ESPANHA - Valdés; Arbeloa, Piqué, Ramos e Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e Fàbregas (David Silva); Pedro (David Villa) e Soldado (Torres). Técnico: Vicente del Bosque.

GOLS - Alba, aos 2 minutos do primeiro tempo. Torres, aos 16, e Alba, aos 42 minutos do segundo tempo.

CARTÃO AMARELO - Não houve.

ÁRBITRO - Joel Aguilar (Fifa/El Salvador).

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 51.263 pagantes.

LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.