Sem brilho, São Paulo perde e é eliminado

O sonho ficou para o ano que vem. De novo. Pela quarta temporada consecutiva, o São Paulo ficou pelo caminho na busca do título mais almejado pelo torcedor, o da Libertadores. Desta vez, o algoz foi o Cruzeiro, que havia vencido no Mineirão (2 a 1) e ontem fez a festa também no Morumbi, com vitória incontestável por 2 a 0 - joga contra o Grêmio na semifinal.Nas últimas três edições da competição, o São Paulo perdeu para o Internacional (final de 2006), o Grêmio (oitavas de final de 2007) e o Fluminense (semifinal de 2008). Todas as eliminações ocorreram fora de casa. Ontem, a derrota foi diante de sua torcida, que estava esperançosa depois do resultado de Belo Horizonte ­- bastava uma simples vitória por 1 a 0 para seguir adiante. E, em casa, a equipe não era eliminada da Libertadores há 15 anos, desde a final de 1994, contra o Vélez Sarsfield.O técnico Muricy Ramalho resolveu escalar aqueles que julgava em melhor fase. Abriu mão de Hernanes, destaque do Brasileiro do ano passado, e Jorge Wagner, arma na bola parada. Colocou o jovem Marlos para fazer sua estreia na Libertadores. Esperava que o garoto armasse muitas jogadas de ataque. Mas o primeiro tempo foi de marasmo. O primeiro chute do time da casa, que precisava de uma vitória, foi só aos 39 minutos, com Borges, de fora da área. Aos 30, apreensiva, a torcida já pedia a entrada de Dagoberto. Aos 43, enlouqueceu quando Eduardo Costa foi expulso. O técnico atendeu os apelos do torcedor e voltou para o segundo tempo com Dagoberto e Hernanes em campo. Mas nada mudou. O Cruzeiro seguiu controlando as ações e logo o Morumbi se calou quando Henrique, aos 21 minutos, acertou o ângulo de Denis. André Dias ainda cometeu pênalti aos 35 minutos, convertido por Kléber.Mal em campo, o tricampeão da América se despediu de forma melancólica da Libertadores. Sobra, para Muricy, o Brasileiro. De novo.

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