Sem conseguir marcar, Suíça dá adeus de forma deprimente

Depois de promover a primeira surpresa da Copa ao vencer a Espanha, a Suíça tropeça e prova que só uma sólida defesa não leva nenhum time adiante. Ontem, os suíços precisavam fazer apenas dois gols contra Honduras para passar à segunda fase da Copa e enfrentar o Brasil. Mas amargou empate por 0 a 0, provando que seu grande problema é mesmo o ataque. "É uma decepção muito grande", disse Alex Frei, capitão suíço e atacante.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

Em três jogos, os suíços levaram apenas um gol. Em todo o ano, era o time com o melhor resultado em sua defesa. Mas nada disso bastou. Com um só gol marcado em toda a Copa, os suíços dão adeus ao Mundial de forma melancólica. Nos dois primeiros jogos do Mundial, haviam chutado apenas quatro vezes ao gol.

A Suíça havia surpreendido em sua estreia ao bater a Espanha, campeã da Europa. Mas depois caiu frente aos chilenos. Ontem, teve de ir ao ataque e o final do jogo chegou a ser dramático para o time suíço, que não conseguiu marcar.

Essa é a segunda Copa consecutiva em que os suíços conseguem ser uma das defesas menos vazadas. Em 2006, só foram eliminados nos pênaltis pela Ucrânia nas oitavas de final e deixaram o Mundial sem tomar gol. Nas eliminatórias para 2010, terminaram em 1.º em seu grupo.

Honduras chegou a assustar nos contra-ataques, mas parou na forte defesa suíça. Os centro-americanos dão adeus ao seu segundo Mundial, sem marcar nem sequer um gol. "No futebol, quem marca é quem ganha", filosofou o goleiro e capitão de Honduras, Noel Valladares.

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