Sem Elano, Maikon Leite é esperança santista

Com muitos desfalques, em especial o do meia, time investe na fase goleadora do atacante contra o Santo André

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2011 | 00h00

Sem Elano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o Santos vai depender de Maikon Leite, em fase de artilheiro, para superar o Santo André hoje, às 19h30, no Pacaembu, e se manter invicto no Campeonato Paulista. No lugar do meia, entra o garoto Felipe Anderson.

O que pode ajudar o time santista é que o adversário está longe de lembrar a equipe que decidiu o título paulista de 2010 contra o próprio Santos. O Santo André está em 17.º lugar, ainda não venceu na competição - perdeu um jogo e empatou cinco - e tem saldo negativo de um gol.

O técnico Adilson Batista vai poupar outros jogadores santistas para não correr o risco de perder titulares para a primeira batalha da Taça Libertadores, com o Deportivo Táchira, no dia 15, na Venezuela. Entre os que vão descansar estão Pará e Durval. Até Maikon Leite, cuja presença se torna mais importante diante da ausência de Elano, pode jogar apenas um tempo e ser substituído por Diogo.

As mudanças começam pelo gol. Com os seis gols sofridos nos últimos quatro jogos, Rafael não vinha mantendo o bom desempenho das primeiras rodadas e, para agravar a sua situação, cometeu pênalti diante da Ponte Preta e foi expulso.

No seu lugar entra outro jovem goleiro, Vladimir, de 21 anos. No ano passado, ele era apontado como o futuro dono da camisa 1 do Santos, mas teve a oportunidade adiada em razão de uma contusão na mão no exato momento em que Dorival Júnior resolveu tirar Felipe do time. Rafael entrou e aproveitou bem a oportunidade.

Ganso. Paulo Henrique Ganso treinou individualmente ontem à tarde, no CT Rei Pelé. Sempre com a bola nos pés ou não mãos, ele foi o último jogador a sair do campo. Disse que voltará a jogar no dia 2 de março, diante do Cerro Porteño, na Vila Belmiro. pela Libertadores. "Não sinto dores e estou me sentindo bem, mas tenho de respeitar as decisões dos médicos. O prazo estabelecido para o fim do tratamento é de seis meses, no dia 28."

Ganso se queixa da proposta que recebeu para dividir com o clube os direitos sobre a sua imagem (detém os 100%) em troca de um novo contrato, mais longo, mas com salário bem inferior ao de Neymar. A relação com a direção pode piorar: ontem o jogador visitou o ex-presidente Marcelo Teixeira para pedir desconto na mensalidade da faculdade (a família Teixeira é dona da Universidade Santa Cecília) para o pai da sua namorada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.