Jim Watson/ AFP
Jim Watson/ AFP

Sem entrosamento, brasileiros ficam em 4º no salto sincronizado

Dupla Ian Matos e Cesar Castro repete feito de Guadalajara

NATHALIA GARCIA - Enviada Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

13 de julho de 2015 | 17h45

Mesmo sem treinar juntos, Ian Matos e Cesar Castro repetiram o resultado de quatro anos atrás, em Guadalajara, para ficar no quarto lugar no trampolim sincronizado dos saltos ornamentais nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Mesmo sem a medalha, a dupla brasileira ficou satisfeita com o resultado. Afinal, essa não é a formação do Brasil para os Jogos Olímpicos - Ian Matos treina com Luiz Felipe Outerelo.

"Gostamos muito dessa competição porque fizemos uma prova muito regular, apesar de a gente não ter muito tempo de treino juntos. Fizemos uma boa apresentação, bons saltos e isso é o importante. Às vezes a medalha não vem, mas a gente não tem controle sobre isso. Os americanos subiram ao pódio porque eles têm uma série mais competitiva", avalia Cesar Castro. A dupla brasileira somou 374,61 pontos, contra 385,38 dos norte-americanos que ficaram com o bronze.

Nas outras três provas dos saltos ornamentais, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) levou a Toronto a dupla sincronizada, ainda que os atleta não fossem necessariamente os melhores do País na prova individual. No trampolim masculino, entretanto, optou por não deixar Cesar Castro de fora.

"Não podia sair mais feliz daqui porque a gente treinou ontem (domingo), nosso primeiro treino na piscina foi hoje (segunda) e a gente sincronizou muito bem. Existem semelhanças técnicas e a gente vai se adaptando", diz Matos, que treina no Rio e compete pelo Fluminense. Seu parceiro no Pan é radicado nos Estados Unidos.

O Brasil, como dono da casa, tem direito a vagas em todas as disputas sincronizadas dos Jogos Olímpicos do Rio. Como essas competições têm apenas oito duplas, a meta é evitar a última colocação. Cesar, entretanto, deve obter classificação para o trampolim individual, prova no qual já foi a três Olimpíadas.

A PROVA

Os brasileiros começaram bem a disputa sincronizada. A primeira sequência de saltos deu 48,60 pontos para Cesar e Ian, que largaram na segunda posição, atrás apenas dos mexicanos Jahir Ocampo e Rommel Pacheco (ouro no individual). A dupla do México conseguiu se distanciar com a melhor nota da segunda série (51,60), e os canadenses Philippe Gagné e François Imbeau-Dulac reagiram, tirando os brasileiros da vice-liderança.

Os mexicanos continuaram sobrando na prova, com saltos de alto grau de dificuldade, abrindo boa vantagem na ponta e conseguindo pontuações altíssimas. Brasil e Canadá passaram a travar uma batalha pelo pódio, com a sombra dos colombianos Sebastian Morales e Sebastian Villa e dos norte-americanos Cory Bowersox e Zachary Nees.

Cesar e Ian falharam no quarto salto e permitiram a ultrapassagem dos colombianos, caindo para quarto lugar. Os anfitriões não vacilaram e continuaram no segundo posto. O salto seguinte mudou momentaneamente a composição do pódio. A dupla do México confirmou o favoritismo. Os americanos evoluíram nos saltos mais difíceis e empurraram o Brasil para o quarto lugar e a Colômbia, que havia errado pouco antes, para quinto. Os anfitriões foram se consolidando no segundo posto. A sexta e última rodada de saltos só ratificou as posições finais, que haviam sido delineadas um pouco antes.

No sábado, Cesar Castro ficou com o quarto lugar nos saltos ornamentais no individual. Ele errou logo no primeiro salto e teve de correr atrás do prejuízo nos seguintes, mas não foi o suficiente. O resultado decepcionou, visto que ele é dono do bronze no Pan de Guadalajara (2011) e da prata no Rio (2007). Já Ian Matos não se classificou para a final individual.

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