Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Sem F-1, vamos de Stock

Confesso que desta vez as férias da Fórmula 1 estão parecendo mais longas. E enquanto não chega o GP da Bélgica, estou em Cascavel para mais uma etapa da Stock Car, aquela que abre a segunda parte da temporada. Está frio de verdade. Mas vai piorar, porque a previsão do fim de semana é de chuva. Um desafio extra para os pilotos nesta pista que já é a mais desafiadora do campeonato, graças à maior velocidade média do ano (acima de 180 km/h) e uma curva no final da reta dos boxes, a chamada Bacião, que é feita a quase 200 km/h com carro e piloto sofrendo uma aceleração lateral equivalente a 2,3 vezes a força de gravidade. Depois da Corrida do Milhão, que tem regulamento diferente das outras onze etapas do campeonato, Cascavel marca a volta do formato implantado este ano, em que cada etapa consta de duas baterias disputadas no mesmo dia e separadas por apenas meia hora.

REGINALDO, LEME, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2014 | 02h04

O campeonato tem apresentado um grande equilíbrio. Entre o líder Átila Abreu (76 pontos) e o 14.º, que é Luciano Burti, a diferença é 34 pontos. Em cada corrida, somando-se as duas baterias, há 39 pontos em jogo, embora seja muito improvável um mesmo piloto vencer as duas baterias por causa da inversão de posições entre os dez primeiros colocados no grid da segunda. Pilotos e engenheiros ainda avaliam qual a forma de se marcar mais pontos no fim de semana, pois em todas as etapas quem mais pontuou não foi o vencedor de nenhuma das baterias. Mesmo assim, o mais garantido é tentar vencer a primeira, a que vale 24 pontos. Na segunda, a pontuação é menor (15 pontos para o vencedor). O campeonato teve até agora seis vencedores diferentes, sendo que para dois deles - Antonio Pizzonia e Rubens Barrichello - foi a primeira vitória na categoria. Por coincidência, são dois ex-pilotos de Fórmula-1. Dos outros quatro, Felipe Fraga e Tiago Camilo venceram duas vezes cada um; Valdeno Brito e Átila Abreu, uma vez.

Vários pilotos vêm reclamando de problemas no câmbio eletrônico acionado por borboletas atrás do volante (tipo "paddle shift"), que foi instituído este ano. Para buscar uma solução, um técnico da Magneti Marelli, empresa italiana fornecedora da Ferrari na F-1, está no Brasil desde a corrida passada e a pista de Cascavel recebeu um treino extra usando, inclusive, uma chicane montada na última curva com o objetivo de exigir mais reduções de marchas. Mas como os pilotos receberam um jogo extra de pneus novos para este treino, falou mais alto o espírito competitivo de todos, e eles fizeram o treino em ritmo reduzido poupando os pneus para os treinos oficiais.

Competitividade é o que Felipe Massa espera do carro da Williams nas duas próximas corridas da Fórmula 1 nas pistas de Spa Francorchamps e Monza. Ambas têm as retas longas nas quais o carro da Williams se mostra bem forte. A ponto de disputar com a Red Bull a posição de maior adversária da Mercedes. O melhor exemplo foi a pole position de Felipe Massa na Áustria. Na semana passada entrevistei no Linha de Chegada do SporTV os dois Felipes (o Massa e o Nasr, que, além de disputar a GP2, é piloto reserva da Williams). Massa falou do quanto ele sonha em voltar a vencer e acha que tem chance ainda este ano. Mesmo sabendo que a possibilidade de lutar por uma vitória só existirá se a Mercedes, líder disparada do Mundial, tiver problemas, como ocorreu nas duas corridas em que nenhum piloto dela ocupou o ponto mais alto do pódio. A primeira, no Canadá (quebra do carro de Hamilton e problemas de freio de Rosberg nas voltas finais) e outra, na Hungria (Hamilton largou do box e Rosberg foi prejudicado pela entrada do Safety Car). Nos dois casos, a vitória coube a Daniel Ricciardo.

O australiano Ricciardo, que é terceiro no campeonato (131 pontos), deixando Vettel bem atrás (5.º com 88), é ainda o piloto que mais fez ultrapassagens no ano. Em onze corridas, ele ultrapassou 37 carros. Depois dele, aparecem Valtteri Bottas (33), Daniil Kvyat (33), Lewis Hamilton (32), Sergio Perez (32), Fernando Alonso (31) e Jenson Button (30). Das 32 do Hamilton, 12 foram feitas numa única corrida, na Hungria, por ter largado do box (carro pegou fogo no treino de classificação). Já o companheiro dele, Rosberg, sempre bem posicionado no grid, só precisou fazer 14 ultrapassagens para alcançar a liderança do campeonato.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.