Divulgação/CBV
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Sem jogar, Juliana e Maria Elisa se aproximam de título

Dupla não deve ir às etapas finais do Circuito, mas deve se tornar campeã em novembro com a ausência de Ágatha e Barbára

Estadão Conteúdo

28 de outubro de 2014 | 16h05

O Brasil terá apenas cinco duplas no Open de Paraná de Vôlei de Praia, que começa nesta quarta-feira. Diferente do que o nome pode sugerir, a competição acontece na cidade argentina de Paraná, capital da província de Entre Ríos. Serão três parcerias brasileiras na chave feminina e outras duas no masculino.

Entre as mulheres, estão fora tanto Juliana/Maria Elisa quanto Ágatha/Bárbara Seixas, o que praticamente garante o título do Circuito Mundial para a primeira dupla. Afinal, são 1.080 pontos separando as duas primeiras parcerias do ranking mundial e, depois da Argentina, serão disputados apenas 1.320.

Para evitar desgastes, uma vez que Juliana/Maria Elisa serão campeãs se vencerem apenas um jogo, nenhuma das duas duplas brasileiras deve ir às últimas etapas do Circuito: Challenger de Pattaya (Tailândia), Open de Vizag (Índia) e Open de Mangaung (África do Sul). Assim, Juliana e Maria Elisa devem se sagrar matematicamente campeãs em 4 de novembro, quando for confirmada a ausência de Ágatha/Bárbara na Tailândia.

Com seis títulos seguidos (três Grand Slam no Circuito Mundial e três Opens no Circuito Brasileiro), Talita/Larissa vai tentar manter a boa fase na Argentina, encontrando uma chave formada praticamente apenas de atletas do continente americano - e sem as principais duplas dos EUA. No feminino, o Brasil também tem Maria Clara/Carol e Lili/Rebecca.

No masculino, nenhuma das maiores duplas do Brasil vai competir na Argentina. Por isso, a CBV vai dar chance a Bruno (36 anos) e Hevaldo (35), veteranos que nunca chegaram ao pódio de um evento importante do Circuito Mundial, mas vêm bem no circuito nacional.

"Fizemos duas de três finais nacionais e temos a vantagem por ter um bom tempo jogando juntos. Por outro lado, temos que nos adaptar ao estilo do Circuito Mundial, que é diferente dos torneios brasileiros e sul-americanos. Vivemos uma fase muito regular e estamos confiantes em fazer um bom trabalho", diz Bruno.

A etapa argentina do Circuito será a terceira das carreiras de Guto e Alisson. Campeões mundiais sub-21 no ano passado e bronze no sub-23 este ano, eles vêm de um 17.º lugar no Grand Slam de São Paulo. Ambos têm apenas 21 anos.

ALISON MACHUCADO

Parceiro de Bruno Schmidt, Alison sofreu uma microruptura no tendão patelar do joelho direito, vai ter que passar por cirurgia, e não joga mais neste ano. Assim, vai deixar de disputar duas etapas do Circuito Brasileiro - não havia a previsão de eles jogarem os últimos Opens do Mundial.

"Fomos pegos de surpresa, estávamos jogando bem, conseguindo bons resultados, mas isso faz parte. Pelo que conversamos, não é nada tão grave, e parar agora para cuidar do joelho é a decisão mais acertada. O ano de 2015 será importantíssimo para os nossos planos, especialmente pensando em Olimpíada, precisamos estar bem para brigar pela classificação, e ele vai voltar ainda melhor, com certeza", disse Bruno, que vai jogar com Luciano em São José (SC) e Porto Alegre (RS).

Alison e Bruno até tinham chances de brigar pelo título do Circuito Mundial (estão em terceiro), mas já haviam abdicado da disputa em favor dos letões Samoilovs e Smedins. No Circuito Brasileiro, eles estão em segundo, empatados com Bruno/Hevaldo. A liderança é de Ricardo/Emanuel. Como só é permitido um descarte entre 10 resultados, a chance de eles ficaram com o título geral cai significativamente.

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