Sem Neymar, Santos faz feio na Vila

Time sofre com os contra-ataques do Figueirense e perde por 3 a 2; Borges marca mais um e chega a 19 gols

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h05

O Figueirense brecou a arrancada santista, que, sem Neymar, tornou-se um time sem inspiração na Vila Belmiro. A derrota por 3 a 2 deixou o Santos mais longe do título brasileiro e quebrou uma sequência de oito partidas de invencibilidade.

O time de Muricy Ramalho vinha de quatro vitórias consecutivas e imaginava que teria vida mais tranquila na noite de ontem. Mas, com a suspensão de Neymar, suspenso, a equipe perdeu o seu diferencial. E olha que o craque "forçou" o terceiro amarelo na rodada passada, para poder descansar contra o Figueirense. No papel, imaginava, o adversário não era dos mais perigosos.

Sem sua estrela, no entanto, o Santos jogou mal. Nem Ibson, nem Arouca e muito menos Felipe Anderson conseguiram mostrar habilidade para construir as jogadas. Não fosse Borges, a equipe teria mais dificuldades ainda.

Aos 9 minutos, Rafael começou a dar emoção ao jogo. Em falta cobrada por Júlio César, a bola passou no meio da barreira e o goleiro santista não segurou.

Apesar de jogar sem Neymar, o Santos tem Borges entre os titulares. E a presença do atacante tem sido sinônimo de gol. Aos 24, ele recebeu na entrada da área, tirou um adversário e chutou certeiro para empatar.

O Figueirense, porém, não se abalou e anotou outro gol dois minutos depois. Em veloz contragolpe, Wellington Nem apareceu na frente de Rafael e teve calma para finalizar. O Santos só conseguiu a igualdade aos 46, em chute cruzado de Léo.

Os times voltaram com a mesma formação, mas espírito diferente no segundo tempo.

A conversa de Muricy Ramalho com o grupo deve ter sido dura. O Santos apertou a marcação e dominou o jogo. O problema de armação, porém, permaneceu. Apesar de manter a posse de bola, a equipe não conseguiu criar lances de perigo e irritou a torcida. E, com um Figueirense recuado, a partida ficou presa no meio de campo.

Os treinadores bem que tentaram mudar o panorama, e quem conseguiu ser melhor nas substituições foi Jorginho.

Em mais um rápido contra-ataque, o Figueirense chegou à vitória. Léo fez pênalti em Wellington Nem e Júlio César anotou outro gol, botando fim a uma sequência de cinco rodadas sem ganhar no Brasileiro.

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