Sem ondas, surfistas procuram o que fazer no tempo livre em Portugal

No aguardo do reinício da etapa de Peniche, atletas passam o tempo com tênis de mesa, passeios com a família e eventos

Paulo Favero - Enviado Especial a Peniche, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 17h16

Como as competições de surfe muitas vezes contam com dias de "lay day", ou seja, folga para todos, os atletas precisam encontrar o que fazer. E na etapa de Portugal do Circuito Mundial, em Peniche, não poderia ser diferente. Claro que em meio a tudo isso existem momentos de treinamento em praias que estão com boas ondas e descanso. Mas sem disputa em cima da prancha, os atletas precisam encontrar o que fazer no tempo livre, para diminuir a ansiedade das baterias.

Gabriel Medina, por exemplo se diverte com pingue pongue e vídeo game. Ele costuma fazer disputas com amigos e familiares, e se mostra competitivo em qualquer coisa. "Quando estou em alguma etapa, os outros surfistas costumam jogar pingue pongue também. O Julian Wilson é muito bom", diz. Ele também costuma ficar muito nas redes sociais, assim como Kelly Slater, que a todo momento aproveita para tirar uma foto e postar em suas contas pessoais.

além das atividades de lazer, os atletas também participam de eventos de seus patrocinadores, como sessões de fotos e autógrafos. Isso ajuda a aproximar o contato com os fãs, que fazem filas para pegar uma assinatura dos ídolos. Nesta sexta, por exemplo, Medina, Jacob Willcox, Owen Wright e Samuel Pupo, um garoto que é da próxima geração e já vem mostrando talento no Brasil, atenderam aos jovens que foram até uma loja no centro de Peniche.

Cada atleta tem seu estilo e seu jeito de viver. Adriano de Souza, o Mineirinho, não gosta de ficar em hotéis. Ele prefere alugar uma casa, geralmente sozinho, para ter tranquilidade nas disputas. Nesta sexta, ele foi treinar ao final da tarde e por quase duas horas praticou algumas manobras e tubos. Ao sair da água, distribuiu autógrafos e sorriu para fotos com os fãs. "Aqui em Portugal sou muito bem recebido", diz.

Outros brasileiros, como Filipe Toledo, Miguel Pupo e Alejo Muniz, estão em uma mesma casa. Eles têm opção de assistir à televisão ou ficar no computador, mas todos os dias procuram algum lugar bom para surfar enquanto o campeonato não reinicia. Ricardinho Toledo, pai de Filipe e que cuida da carreira do filho, ajuda como pode e até faz a comida. "É bom ter ele por perto", contou Filipe, enquanto mordia o sanduíche preparado pelo pai.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.